Ricardo Paes Mamede

Ricardo Paes Mamede

A longa marcha da educação em Portugal

Dois relatórios publicados na última semana - a edição de 2018 do estudo internacional PISA e o relatório anual do Conselho Nacional de Educação (CNE) - mostram os enormes avanços que tem havido na qualificação dos portugueses. Permitem-nos também identificar os problemas que persistem e alguns que se agravam. E apontam novos desafios que devem merecer a nossa atenção. Porventura, mais do que lhes têm dedicado as opções políticas recentes.

Ricardo Paes Mamede

Não é Lisboa que é privilegiada, são alguns dos que ali moram

Um estudo recente do INE conclui que a cidade de Lisboa apresenta o maior poder de compra per capita do país, mais do dobro da média nacional. Este tipo de conclusões leva sempre a debates acalorados sobre o peso de Lisboa na economia nacional e a necessidade de combater as assimetrias no território. Essas preocupações são justas, mas não devem fazer-nos esquecer a questão central: as desigualdades sociais em Portugal são as baseadas nas classes, mais do que nas regiões.

Opinião

Passos Coelho e a dívida externa

Pedro Passos Coelho regressou à vida pública para avisar que o país está no mau caminho. Desta vez o motivo de alerta são as previsões do Banco de Portugal que indicam que a economia portuguesa regressará aos défices externos neste ou no próximo ano. Lembra Passos Coelho que tal deixou de acontecer a partir de 2012, quebrando assim mais de meio século ininterrupto de saldos negativos. O que o ex-Primeiro Ministro não diz é como foi possível esse feito. Nem que propostas oferece para evitar novos desequilíbrios no futuro.

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Ricardo Paes Mamede

"Contas certas": o bom, o mau e o vazio

Nos últimos dias ouvimos a frase vezes sem conta e tudo indica que continuaremos a ouvi-la até Outubro: o "governo das contas certas". Era difícil ao PS encontrar uma formulação mais certeira para disputar as eleições que aí vêm. Para quem se preocupa com o rigor analítico, a expressão é equívoca - mas isso pouco importa. Mais preocupante é a ausência de perspectiva de futuro que ela contém. Todos queremos que as contas batam certo. A questão é: o que queremos fazer com isso?

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Ricardo Paes Mamede

O fim-de-semana político para além da táctica

Para quem vê a política como um campeonato de futebol, o fim-de-semana foi espectacular. Numa partida decisiva a jogar em casa, a equipa que lidera o campeonato entrou a marcar. Demasiado confiante, baixou a guarda e o adversário acreditou. O jogo foi para intervalo já empatado e recomeçou com uma pressão crescente sobre o primeiro classificado. Quando a viragem do resultado parecia iminente, o treinador chamou os jogadores e mudou de táctica. Numa decisão de risco, mandou-os avançar no campo. Ao primeiro erro do adversário, a poucos minutos do fim, a equipa da casa marcou, para gáudio dos apoiantes. A vitória no campeonato parece agora mais próxima e ninguém poupa elogios à genialidade do treinador.