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Escolas

Ratos no liceu e as prioridades trocadas

Há quatro meses, o DN contava como os alunos de uma escola bem no centro de Lisboa, daquelas que até ficam frequentemente bem vistas nos rankings e tudo, tinham assistido a um espetáculo insólito. Cinco ratazanas numa árvore, outras três no telhado de um pavilhão - bem visíveis, estas, imunes ao rebuliço dos miúdos. Coisa de somenos, uma árvore cortada e o problema resolvido, garantiam os responsáveis. Na semana passada, a mesma secundária foi obrigada a fechar durante quatro dias para uma desratização de urgência. Não porque o ministério tenha dado ordem ou sequer mostrado preocupação pelo sucedido logo no início do ano letivo, mas simplesmente porque o diretor percebeu que a decisão era inadiável - depois de várias ratazanas terem sido vistas a andar sobre a comida no refeitório dos professores e até dentro de salas.