Provedor de justiça

Opinião

Razões de uma razão (XVIII)

Grandes números. Vivemos em um tempo em que se procura e se quer desenfreadamente informação. Em que há vertigem compulsiva pela informação. De maneira premente sobre a informação que toque ou abarque os grandes números. Que, sendo grandes, encerram em si, por isso mesmo, a capacidade de nos transmitir os principais, mas não os únicos, aspetos de uma determinada realidade. Quer-se, portanto, em retas contas, saber o que primacialmente se faz ou o que já se fez, para, desse jeito, ficarmos com um quadro geral da realidade. Mas, a par dos grandes números, outros existem. Mais pequenos, por vezes residuais, que adquirem a suave matiz de uma marca de água, esbatendo-se no todo. Mas sem estes pequenos valores, o todo não será o todo; será uma outra coisa. Daí a sua inegável importância.