presidenciais francesas

presidenciais francesas

Oh là là! A França em pane, a França em marcha!

Talvez os leitores portugueses não se tenham dado conta dos recentes resultados da mais essencial eleição presidencial francesa. Depois de Ridha (2013), tunisino, de António Teixeira (2014), português, de Djibril (2015), senegalês, e de Mickael (2016), francês, este ano a eleição foi ganha, como se soube nesta quinta-feira, por Sami Bouattour, tunisino. Em cinco anos, quatro estrangeiros, na verdade franceses de várias origens, ganharam o prémio da Melhor Baguete de Paris! Sami foi empossado na função de fabricante do pão para o palácio presidencial do Eliseu, durante um ano. Vitória honorífica, como levar à lapela a medalha da Legião de Honra. Mas a honra é muito mais funda, porque é de souche, de tronco e raiz. Ser o melhor padeiro de França é identificar-se com a mais gaulesa das imagem: bigodinho à ator Raimu (olhem, justamente no filme A Mulher do Padeiro, de 1938), boina à escultor Rodin e o meio metro da baguete levado no sovaco.

PERFIL: NICOLAS SARKOZY

Missão (quase) impossível

De maire a deputado, de porta-voz do Governo a ministro de várias pastas (orçamento, comunicação, interior, economia e finanças), de fundador do grande partido pós-gaullista (que federou quase todas as tendências da direita) a Presidente da República, este filho de um imigrante húngaro subiu todos os degraus da carreira política com um método implacável e um voluntarismo geralmente reconhecido, mas incompatibilizando-se sucessivamente com aliados pelo caminho.