peregrinação

Entre as imagens

Uma peregrinação cinéfila

De que falamos quando falamos das abordagens da história de Portugal nas imagens que consumimos? Ou, de um modo geral, no audiovisual? Dois clichés televisivos dominam as respostas. O primeiro é o mais fácil e também o mais frequentemente aplicado: sentam-se três ou quatro especialistas em semicírculo e difunde-se através das câmaras. O segundo, para além da especialização, envolve uma afirmação de autoridade discursiva: um especialista, de novo, fala para a câmara (neste caso, basta uma), colocando-se em frente de testemunhos do passado, de preferência monumentos - quanto mais antigos, mais parecem legitimar o seu discurso.