Pedro Lains

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Em Davos, algo mudou

De repente, algo mudou em Davos, a conferência em que os ricos e poderosos deste mundo procuram ter voz. Em primeiro lugar e por circunstâncias diversas, faltaram alguns dos principais líderes mundiais. Em segundo lugar, foi dado palco ao novo presidente brasileiro que nada disse e cujo ministro da Economia, amigo de Davos, continuou desconhecido como dantes. Por fim e mais importante, falou-se de empresas e mudanças climáticas, de empresas e filantropia, de empresas e sociedade, mas o que mais sobressaiu foi o desgaste dessa conversa. Ao contrário, o que teve êxito foi tudo o que foi dito sobre taxar os mais ricos. Nada disto é por acaso. Vejamos então em que ponto estamos - com Portugal em pano de fundo.

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Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.

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As principais vítimas do Brexit serão aqueles que o provocaram

Há quase dois anos, o referendo sobre o Brexit foi obra de um primeiro-ministro e de um governo. Mas foi também obra da situação da sociedade e da economia da Grã-Bretanha, assim como da histórica desconfiança, suposta ou real, daquele país relativamente ao resto da Europa ocidental. Qual dos três factores foi o mais importante na determinação dos resultados do referendo e do caminho incerto que desde então tem sido trilhado é a pergunta que se impõe. Se o factor mais importante foi a má liderança e a má política, podemos esperar que pouco mude no futuro próximo e que as estreitas relações da Grã-Bretanha com os vizinhos europeus continuem fortes e progressivas. Se os outros dois factores forem os determinantes, então muito mudará. A resposta, todavia, poder ser optimista.