Paulo Tavares

Opinião

O sermão de Costa aos delegados

Na métrica dos aplausos é revelador que Pedro Nuno Santos a "dizer coisas de esquerda" e a imagem de Mário Centeno a chegar ao Eurogrupo com o cachecol da seleção nacional tenham tido resultados muito semelhantes. Entre o socialismo do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e o pragmatismo do ministro das Finanças, Costa ganhou uma segunda geringonça, caseira e de gestão aparentemente divertida. Pelo menos foi isso que o sorriso do líder foi sinalizando.

Paulo Tavares

Um complicador desnecessário

É sempre interessante e ligeiramente assustador ver a máquina a funcionar. O complicómetro nacional ligou-se no rescaldo do incêndio de Pedrógão e reforçou-se com as mortes de outubro. Onde estamos agora que a primavera já entrou e que temos a "época de incêndios" quase à porta? Arrisco dizer que estaremos mais ou menos no mesmo ponto onde estávamos no ano passado por esta altura, sendo que caminhamos para o verão vestindo o conforto de uma longa lista de boas intenções.

Opinião

Há um país à espera do PSD

Escrevo numa altura em que ainda não há resultados das diretas do PSD. É o ideal para algumas considerações genéricas. O PSD chegou ao dia de ontem com dois candidatos que tiveram papéis ativos em alguns dos piores resultados eleitorais do partido - Santana enquanto líder e candidato a PM em 2005 contra Sócrates (28,77%) e Rui Rio vice-presidente de um PSD liderado por Manuela Ferreira Leite que, igualmente contra Sócrates, não passou dos 29,11%.