Paulo Tavares

Opinião

O sermão de Costa aos delegados

Na métrica dos aplausos é revelador que Pedro Nuno Santos a "dizer coisas de esquerda" e a imagem de Mário Centeno a chegar ao Eurogrupo com o cachecol da seleção nacional tenham tido resultados muito semelhantes. Entre o socialismo do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e o pragmatismo do ministro das Finanças, Costa ganhou uma segunda geringonça, caseira e de gestão aparentemente divertida. Pelo menos foi isso que o sorriso do líder foi sinalizando.

Paulo Tavares

Um complicador desnecessário

É sempre interessante e ligeiramente assustador ver a máquina a funcionar. O complicómetro nacional ligou-se no rescaldo do incêndio de Pedrógão e reforçou-se com as mortes de outubro. Onde estamos agora que a primavera já entrou e que temos a "época de incêndios" quase à porta? Arrisco dizer que estaremos mais ou menos no mesmo ponto onde estávamos no ano passado por esta altura, sendo que caminhamos para o verão vestindo o conforto de uma longa lista de boas intenções.

Opinião

Costa entre Bruxelas e a parede

A legislação laboral tem como ponto de partida a regulação de uma relação desequilibrada. O relacionamento jurídico e económico entre patrão e trabalhador não é uma relação entre iguais. É esse jogo de forças desiguais que justifica o artigo 59.º da Constituição. Fixam-se aí os princípios gerais, constitucionais, da proteção dos trabalhadores. Este caminho, de definir como desigual essa relação protegendo a parte mais frágil, é uma construção que decidimos enquanto comunidade e Estado de direito democrático.