oposição

Rui Calafate

Trabalho de Hércules na IL

No dia em que a Iniciativa Liberal inaugurou a sua representação parlamentar com o único deputado eleito, João Cotrim de Figueiredo, escrevi que até o Rato Mickey seria eleito naquela lista. Não era nenhuma desconsideração para com o líder do partido, mas sim o reconhecimento de uma poderosa máquina de comunicação - nas redes sociais e publicidade exterior -, talentosamente construída pelo Carlos Guimarães Pinto, Rodrigo Saraiva (curiosamente ambos não tomaram posição na contenda e o primeiro nem marcou presença em Alcântara) e Manuel Soares Oliveira que deu um balanço fulcral para a afirmação da IL. A primeira boa notícia é que essa máquina, ainda mais robusta, se tornou estrutural e continuará nas mãos da nova direção executiva.

Sebastião Bugalho

Os janeiros de Montenegro

Como o governo não se cansa de mostrar, todos os políticos cometem erros. O que distingue uns dos outros é a capacidade de assumi-los - note-se o contraste entre Medina e Pedro Nuno - e, sobretudo, o que fazem depois de cometê-los. Todos os políticos erram, mas nem todos conseguem reconhecê-lo, superá-lo, corrigi-lo. Esta semana, ao indicar à sua bancada que se abstivesse na moção de censura, Luís Montenegro cometeu um erro. E isso era claro por um conjunto de razões.

Sebastião Bugalho

A crise de coragem

Na sua história económica do Reino Unido, Duncan Weldon introduz o livro com uma "conhecida, e muito antiga, piada irlandesa". Um turista pede direções a um local para encontrar o seu caminho e este responde-lhe: "Eu se fosse a si não começava por aqui". Weldon, um dos mais originais e argutos jornalistas na Grã-Bretanha, conta a saga de 200 anos de economia sem esquecer o ensinamento da graça: quando vivemos um tempo, não somos nós que escolhemos o peso que o passado exerce sobre ele. Dito de outro modo: quando escolhemos um destino, raramente temos o luxo de decidir o nosso ponto de partida - mesmo que o cómico irlandês tivesse razão e, realmente, não fosse grande ideia começar por ali.

Estado de emergência

"País não perceberá Natal fechado depois do congresso PCP"

O Presidente da República deverá renovar o estado de emergência nesta semana e quer as medidas para o Natal e Ano Novo definidas. Partidos concordam com Marcelo Rebelo de Sousa, com alguns "ses" pelo meio. E à direita defende-se que na época de festas as restrições não devem impedir a celebração com a família. CDS volta à polémica da reunião magna dos comunistas.