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Marcelo Rebelo de Sousa

Sá Carneiro "poderia vir a ser Presidente da República"

Em entrevista, Marcelo Rebelo de Sousa considera que se Sá Carneiro perdesse as eleições "iria combater para a Assembleia da República" e até "poderia vir a ser Presidente da República". Ressalva que "é impossível fazer a prova" mas "teria, sempre, um protagonismo determinante e duradouro na vida política portuguesa". Sá Carneiro morreu a 4 de dezembro de 1980.

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Pedro Tadeu

O PCP apagou a Coreia do Norte?

A discussão à volta do XXI Congresso do PCP tem três grandes matérias: a realização da iniciativa durante o estado de emergência, a eleição das pessoas que vão dirigir o partido e o texto da Resolução Política. Ao fim de um dia de trabalhos, constato que o primeiro assunto parece que só interessa a quem está fora do PCP. Para os comunistas é apenas um bom pretexto para reclamar independência nas ideias e na ação e apontar motivos de perseguição política.

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Viriato Soromenho Marques

Um planeta com luz própria

De início pensei escrever esta crónica sobre a situação lastimável em que a União Europeia mais uma vez se encontra. Cada vez mais parecida na sua organização com o milenar Sacro Império Romano-Germânico - aquele que Napoleão extinguiu em 1806 com um sopro -, a UE deixou-se encurralar por culpa própria na chantagem de tiranetes, que juntam na sua linhagem o pior da extrema-direita com as misérias do estalinismo onde foram forjados

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Rogério Casanova

Diego Maradona (1960-2020)

Homens a tentar falar e a não conseguir, homens a chorar convulsivamente, homens a mastigar segundos inteiros de silêncio em directo: foi este o tema dominante da semana televisiva, pelo menos para quem tentou sintonizar canais argentinos. Noutros países, a coisa procedeu de maneiras menos operáticas, mas igualmente reverentes, com procissões de convidados a chegar aos estúdios munidos da matéria-prima dos obituários, prontos para explicar porque é que alguém que deixou de estar vivo na verdade não morreu. Muitos destes comentários incluíram a palavra "Deus".

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Leonídio Paulo Ferreira

Peixe, soberania e regresso à guerra

Entre o chamado "muro de segurança" marroquino e a fronteira mauritana distam cinco quilómetros. E a essa terra de ninguém dá-se o nome de Passagem de Guerguerat, de repente nas notícias, mas até há umas semanas só conhecida dos fanáticos de geografia e, claro, dos governantes marroquinos e dos líderes da Frente Polisário, o movimento que desde 1975 luta pela independência do Sara Ocidental (províncias do Sul, diz Rabat). Ora, Guerguerat só se tornou célebre porque a ação do exército marroquino para desfazer um bloqueio organizado pela Polisário levou esta última a pôr fim ao cessar-fogo que durava desde 1991.