Moçambique

"Amor de mãe"  à flor da pele

Tatuagens

"Amor de mãe" à flor da pele

"Em Nambuangongo tu não viste nada". Um soldado português, como no poema de Manuel Alegre, olha a morte e "fica mudo". No norte de Angola, tão longe de tudo o que conhecera neste mundo, é um dos sobreviventes do seu batalhão mas, em homenagem aos companheiros mortos nessa que foi uma das batalhas mais duras da Guerra Colonial, decide inscrever na pele a dor, o medo, o sentimento de abandono que jamais o deixarão. Tudo o que não conseguiria traduzir por palavras: "Amor de mãe", "Angola" (ou Guiné ou Moçambique) e uma data, ou simplesmente o nome da unidade a que pertencera sobre um dos braços ou mesmo do peito. Marcas tão definitivas como sinais de nascença.

Entrevista a Henriques Dhlakama

"Só uma terapia de choque pode colocar Moçambique numa situação de justiça básica"

Dez anos depois, o apelido Dhlakama voltará a surgir nas candidaturas à presidência de Moçambique, precisamente em 2024. Afonso Dhlakama foi um histórico da política deste país e um dos fundadores da RENAMO, a atual oposição a Filipe Nyusi. Agora, contudo, e após a sua morte, em 2018, é o seu filho Henriques Afonso Dhlakama que irá avançar para as presidenciais.