Miguel Prudêncio

Miguel Prudêncio

Se não agora, quando?

Quando em julho passado foi anunciado o plano de desconfinamento, indexado à cobertura vacinal do país, foi-nos explicado que quando fosse atingida a meta dos 85% da população com vacinação completa entraríamos na última fase do processo de retorno à normalidade. Perante o anúncio, e a métrica concreta então definida, e não alterada desde então, qualquer um de nós poderia ser levado a crer que uma vez chegados a esse importante patamar a maioria das restrições impostas pela pandemia seriam levantadas e uma nova normalidade se tornaria realidade. Assim sendo, como se explica que, virtualmente atingida que está a marca dos 85% da população totalmente vacinada, se mantenham restrições como aquelas que ainda vigoram hoje nos estabelecimentos de ensino? Em que se traduziu, na prática, o atingir da meta anunciada, no que diz respeito ao dia-a-dia dos milhares de alunos das escolas portuguesas? Que resultado prático teve o enorme sucesso da nossa campanha de vacinação na vida escolar das crianças e dos adolescentes? Infelizmente, demasiado pouco.