Miguel Poiares Maduro

António Costa/Banco de Portugal

Poiares Maduro admite interrupção da legislatura a confirmarem-se interferências de Costa

O ex-dirigente social-democrata e coordenador do atual projeto de revisão constitucional do PSD admite, contudo, que "o primeiro-ministro, muitas vezes, se calhar até pode ser que o faça imbuído das melhores razões, mas isso tem um efeito absolutamente perverso no funcionamento do nosso sistema democrático".

Opinião

Passos Coelho: um político para estes tempos?

2 de julho de 2013. O então ministro da Defesa Paulo Portas tinha pedido a demissão do governo e Passos Coelho tinha reunido algumas pessoas para nos ouvir sobre a decisão a tomar. Durante umas horas discutiram-se todas as alternativas possíveis (pelo menos, aquelas que julgávamos possíveis...). Da apresentação da demissão pelo PM e quase inevitável convocação de eleições antecipadas à apresentação de uma moção de confiança e/ou um novo acordo com o CDS (com ou sem a mesma liderança). Todas as alternativas pareciam ter sido apresentadas e discutidas quando Passos Coelho comunica aquela que seria a sua decisão: não aceitaria a demissão de Paulo Portas. Esta decisão transformou toda a perceção e gestão da crise política. Basta reler os jornais desses dias para perceber como o inevitável mudou.