Marta Temido

Marisa Matias

Fogo amigo

A expressão é eufemística e supostamente refere-se a um engano. Fala-se de fogo amigo para um ataque que vem de dentro, e parece que é o que estamos a assistir em Portugal mesmo antes da paragem sazonal. Senão vejamos. A resposta à crise pandémica trouxe para o centro da política portuguesa a ministra Marta Temido e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. Em tempos de enorme incerteza, e não isentas de falhas, tiveram a capacidade de ir respondendo com o que sabiam, gerindo a incerteza e dando respostas de forma clara e corajosa. Essa resposta deu a Costa a popularidade de que tem gozado. É por isso que é tão indigna a mudança de postura de uma parte do partido do Governo que não se coíbe agora de criticar a sua intervenção e de fazer coro com a direita. É esta mudança um acaso? Não parece.

COVID-19

Costa e Temido relativizam: positivos sobem porque há mais testes

Portugal encontra-se entre os países europeus com maior número de novos casos de covid-19, mas o primeiro-ministro e a ministra da Saúde insistem que isto se deve a uma aposta forte na testagem. "Temos um melhor conhecimento da situação", refere António Costa, que tem defendido que as novas infeções não são acompanhadas por outros indicadores, igualmente ou mais importantes, como o aumento de óbitos, internamentos ou o risco de transmissão da doença.

Covid-19

Aumento de casos "previsível" até ao fim de abril, anuncia ministra

Não há dúvida. Portugal está a seguir o caminho que outros países já fizeram no percurso do covd-19. E o pico do surto do coronavírus vai continuar a aumentar até final de abril. Os doentes que estão agora a ser detetados já foram infetados há mais de cinco dias. Muitos deles, segundo apurou o DN, estiveram em viagem durante as férias do Carnaval em vários países da Europa.