Marchas Populares

AJUDA

Orgulho e confiança unem-se pela Ajuda

Considerado um dos marchantes mais antigos de Lisboa, Tó Marinheiro já representa o seu bairro na Ajuda há mais de 27 anos. Começou como mascote, depois foi marchante, tornou-se ensaiador das Marchas dos Mercados e até já foi padrinho. "É um orgulho mostrar o bairro, as festas da cidade são para os lisboetas, para a população e para os estrangeiros que nos vêm ver", conta Tó Marinheiro que já tem planos para inscrever a neta nas marchas. Ouve-se as primeiras notas da marcha e Tó Marinheiro corre para o seu lugar para o ensaio poder começar. Também a mascote não falta a um único ensaio e Rita, de oito anos, parece saber os passos tão bem como os marchantes. "Gosto muito das marchas e também tenho de ensaiar para aprender os passos." Sonha com o dia em que possa marchar ao lado da sua família que também participa.

Santa Engrácia

Bairrismo e entrega para sair de cabeça erguida

Foi o bichinho por esta tradição bairrista que levou Carlos Perdiz Lourenço, atual responsável pelas marchas e presidente do Operário Futebol Clube de Lisboa, a aceitar este desafio. "Este ano o tema é Santa Engrácia mascarada de sedução. É algo que tem que ver com uma determinada época, com uma grande história na freguesia", explica o responsável sobre a escolha deste tema. Acrescenta ainda que é a oitava vez que a Marcha de Santa Engrácia se apresenta no atual Meo Arena (antigo Pavilhão Atlântico) e vai contar com as cores vermelho, preto, prateado e ouro. Tem uma grande admiração pelos marchantes que "se entregam e têm uma grande paixão. Não estamos obcecados com a classificação. Independentemente do resultado, para o ano estamos de volta".

Marchas populares

O Norte do País domina na marcha do Beato

"Malta, malta, concentração, por favor! Vamos recomeçar!", é a voz de comando de Bruno Lucas que ecoa no campo de futebol exterior da Escola Luís António Verney, o local eleito para os ensaios da Marcha do Beato. As palavras de ordem são expressas pelo coreógrafo da marcha. Um nortenho, da terra dos ovos moles (Aveiro), que aos sete anos veio viver para Lisboa e desde cedo se apaixonou pelas festas . "Os arcos enfeitados, os figurinos cheios de cor, as coreografias... Tudo é fascinante! Tenho um gosto enorme pelas Festas de Lisboa" afirma o jovem de 27 anos que, agora, se estrea como coreógrafo, mas que desde pequeno começou a marchar e não mais parou nestas andanças.

Marcha da Bica

Um cardume sem medo do risco para ser de ouro

"A marcha é um risco: ou se corre o risco ou não se corre. E nós achamos que devemos corrê-lo." É de supetão que Américo Silva, ensaiador do conjunto da Bica, comenta aquele que talvez seja o momento mais arriscado da atuação do grupo que coreografa - a formação de uma pirâmide humana. A poucos dias da primeira exibição "para nota" - agendada para domingo, no MEO Arena (antigo Pavilhão Atlântico) -, são ainda vários os pormenores a acertar... com a entreajuda entre os marchantes a ser visível.