Leonídeo Paulo Ferreira

Opinião

A mais mágica das terras portuguesas?

Assisti há uns anos a uma mágica noite de ópera no Palácio da Pena, homenagem da Embaixada da Hungria a D. Fernando II, o marido alemão de D. Maria II. Alemão sim, mas filho de uma húngara, e por isso aquele concerto a somar-se a uma série de eventos a comemorar os 200 anos do nascimento do nosso único rei consorte nascido no estrangeiro (D. Maria I casou-se com um tio). Um rei com um casamento profícuo, pois a mulher teve 11 filhos. E agora resisto à tentação de falar demasiado de D. Maria II, a nossa rainha carioca, que teve em D. Fernando o terceiro marido e, porém, este disse mais tarde ter conhecido a mulher ainda virgem.

Opinião

Gendarme herói

Dos inúmeros comentários nos sites da imprensa francesa, retive este, que traduzo: "Este homem representa, para todos aqueles que cresceram a ver westerns, como eu, o arquétipo exato do herói! O tipo que se envolve, que não tem, rigorosamente, nada a ganhar e, bem pelo contrário, tudo a perder!! Mas é o seu instinto, e avança!" O homem, o tipo, o herói, chama-se Arnaud Beltrame. Não é um cowboy, mas sim um tenente-coronel da Gendarmerie Nationale, o equivalente à nossa GNR, e o cenário da sua morte não foi o faroeste americano, mas sim Trèbes, no Sul de França.

Opinião

Veio do Irão, vale quase ouro e é lindo

Preparei em casa o açafrão comprado em Isfaão tal qual Sépideh, iraniana a viver em Portugal, me explicou: pus uns poucos fios vermelhos no almofariz de latão (feito no Irão, claro!), juntei uns grãos de açúcar para facilitar o esmagamento, e com o pilão bati tudo até ficar em pó. Deitei o açafrão em meia chávena de água a ferver, que ficou amarelada. E verti a mistura sobre arroz branco acabado de fazer. O resultado foi extraordinário: um amarelo dourado lindo, um arroz de sabor exótico.