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Crossfit, o lado B do gestor Eduardo Santini

Crossfit: ou o gosto de "sofrer em conjunto". Este é o lado B de Eduardo Santini. O apelido não engana. Eduardo, 44 anos, é neto do italiano Attilio Santini, o fundador da geladaria que há mais de 70 anos é uma das mais famosas de Cascais e não será exagero dizer do país. Atualmente, Eduardo é administrador da empresa que, entretanto, se expandiu para outros locais retirando a exclusividade aos cascalenses e aos turistas da vila de provarem os sabores do gelado italiano mais português ou vice-versa.

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Jardinagem. O lado B da atriz Liliana Santos

A atriz e modelo portuguesa tem um lado B que a acompanha desde há vários anos: a jardinagem. A culpa é da mãe. Palavra de Liliana Santos, 40 anos, que cresceu num apartamento onde existiam mais plantas "do que é normal", conta ao DN.Estavam por todo o lado, "até pelos sítios menos expectáveis". Mais tarde a mudança da família para uma nova casa trouxe um jardim. E isso quis dizer mais espaço e mais plantas e serviu também para Liliana começar a acompanhar a mãe a zelar pelo jardim. "É bom tratarmos das plantas e vermos a sua evolução." Hoje Liliana também cuida de árvores de fruto - tem bananeiras e limoeiros - e gosta da dinâmica de estar a cozinhar e ir ao jardim buscar alimentos. "É muito bom cultivarmos os nossos alimentos. Assim posso conjugar a jardinagem com o gosto que tenho em cozinhar." A jardinagem serve como equilíbrio para quando está em gravações. "E é um hobby terapêutico e não sinto as horas passar. Faço jardinagem sempre que posso, mesmo quando estou a gravar, mas com a quarentena acabei por me dedicar ainda mais." E flores preferidas?"Frésias, pelo cheiro especial. Mas também tenho rosas, jasmim, mais uma vez pelo cheiro, e estrelícias, etc." - o que mostra que quem sai aos seus raramente degenera. Conselhos para quem quer colocar as mãos na terra? Liliana Santos diz que se deve começar com passos pequenos: "Começar eventualmente por ervas aromáticas e por plantas dentro de casa. O gosto que temos ao ver as plantas crescerem depois leva-nos a ter mais."

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Bruno Bobone. O lado artístico do executivo

Tem obra feita e algumas exposições no currículo. A pintura é o lado B de Bruno Bobone. Serve-lhe como "escape ao seu lado profissional muito executivo", diz ao DN o presidente do Grupo Pinto Basto e também da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. A pintura surgiu aos 40 anos. "Nessa altura decidi começar a pintar. Nunca o tinha feito antes." Acrescenta um detalhe curioso do seu início artístico. "Recebi no correio a oferta de um estojo para começar a pintar e comprei-o. Achei que era a altura de me lançar." Desde logo percebeu que a intensa vida profissional não lhe deixava tempo para ingressar numa escola de pintura. Assim, juntou-se a outros pintores para aprender e evoluir. Os seus quadros têm uma temática quase dominante: as pessoas. "É o que me fascina", explica. "Às vezes consigo pintar umas paisagens, mas nada é tão entusiasmante como as pessoas, que são a grande obra de Deus." E detalha que, quando se pinta uma pessoa, que tem sentimentos, emoções, preocupações, "não se pinta só o que vemos mas também o que acreditamos ver". Prático e sem rodeios, o também presidente mundial dos empresários cristãos explica que é muito rápido na tomada de decisões para os seus quadros. "Sou focado, decidido e arrisco, e se sair errado, volto a fazer, no fundo é isso também que é a vida de um empresário, o que também tem que ver com a vida de um empresário. A minha ambição é, sobretudo, pintar o melhor possível." Um pintor preferido? "É muito difícil. Tenho muita dificuldade em escolher um pintor, mas o Lucien Freud marcou-me muito. Mas talvez o Caravaggio seja, para mim, o grande nome da pintura.E gosto muito do Churchill que me encanta em muitas áreas , incluindo a pintura. Revejo-me muito na sua maneira de viver."

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Alice Vieira. Escrever, enviar e receber postais

"Sempre escrevi postais, desde miúda." E anda hoje não há dia que não escreva, envie e receba postais. Ao todo, são mais de nove mil guardados em casa, arrumados pelos países de origem. Na forma, o lado B de Alice Vieira não se afasta muito daquilo que a tornou reconhecida de todos - como escritora e jornalista. Mas a envolvência é diferente. Conta ao DN, onde trabalhou muitos anos, que há cerca de nove descobriu o post crossing, uma plataforma que potencia a troca de correspondência por postais e cartas entre milhares de pessoas em todo o mundo. Desde então, é algo que lhe ocupa parte dos dias. Escreve para todo o mundo - até para países como Sudão do Sul - e guarda quase todos os postais que recebe. "Quando o carteiro vê que não recebo postais, toca à minha porta para saber se estou doente. Por mim os correios nunca irão à falência", diz, divertida, ao telefone. Com a pandemia da covid-19 tem-se resguardado e pouco ou nada sai de casa. Os postais, trocados com novos e velhos correspondentes, têm-lhe animado os dias. O assunto da covid também se alastrou pelas cartas e passou a tema recorrente nos últimos tempos, conta. Embora nunca tivesse conhecido ninguém pessoalmente, tem laços de amizade, de anos, com alguns dos amigos dos postais. "Há meses recebi uma carta do marido de uma amiga dos postais, que estava doente, a informar que ela tinha morrido e que nos seus últimos meses de vida era a nossa troca de postais que mais lhe dava prazer." A par dos postais (no dia em que falamos tinha escrito 50) continua a escrever outras coisas para jornais e revistas. E tem um livro em mãos, que está agora a começar. "Trabalho não me falta. E isso é bom", diz.