Julen Lopetegui

Opinião

O oculto jogo com Portugal

A vertigem preside ao início do Campeonato do Mundo, uma esmagadora festa de futebol que ontem começou com um aperitivo medíocre - a Rússia esmagou a Arábia Saudita - e um banho de lisonja a Vladimir Putin, acompanhado no palco pelo rei da Arábia e por Gianni Infantino, presidente da FIFA, cujo gesto de satisfação transmitiu um ar entre perturbador e obsceno. Sentado entre os dois presidentes, Infantino era um homem feliz. Subordinado do sombrio Sepp Blatter durante anos, o sorridente advogado suíço aproveitou o seu grande momento. No palco do Estádio Luzhniki, presidiu ao seu primeiro Mundial. É assim que se escreve a história na FIFA: Blatter operou na sombra dos escritórios para suceder ao corrupto João Havelange e nos mesmos escritórios calculou Infantino a sua estratégia para a sucessão de Blatter. Histórias de traições e vassalos ambiciosos. Estas são as pessoas que governam o futebol.