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Ana Paula Laborinho

A desilusão dos mais jovens

Na semana passada, a Comissão Europeia publicou o relatório de 2022 sobre Emprego e Desenvolvimento Social na Europa (ESDE). Sem surpresas, regista-se que os jovens estão entre os mais afetados pela perda de postos de trabalho durante a crise económica provocada pela pandemia. Revela também que, para os jovens, a recuperação foi mais lenta do que para outros grupos etários, além de terem faltado apoios para aqueles que se candidatavam ao primeiro emprego. O relatório conclui ainda que, além de os jovens com menos de 30 anos enfrentarem dificuldades para encontrar empregos adequados às suas competências e experiência, o desemprego mantém-se mais elevado do que antes de 2019, e cerca de 1 em cada 2 jovens (45,9%) têm contratos temporários, em comparação com 1 em cada 10 de todos os trabalhadores (10,2%).