José Ribeiro e Castro

José Ribeiro e Castro

Olá, Fernando! Estás bom, pá? Um abraço

Desde que morreste há coisa de cinco anos, só posso falar contigo por escritos como este, hoje, no Dia dos Irmãos, que é 31 de maio. Ou também numa ou noutra oração para que estejas bem e, uma ou outra vez, quando os outros, olhando-me, noite entrada, são capazes de pensar que estou a falar sozinho. É uma chatice quando alguém parte cedo de mais. 61 anos é ainda demasiado cedo, quando tinhas tanto a dar e muita energia para gastar.

Opinião

Sem manha nem patranha

Acredito que é possível fazer uma reforma eleitoral sem truques nem malabarismos, sem engenharias nem golpadas. Acredito que uma reforma eleitoral séria e honesta, impecável nos propósitos e justa no seu desenho, é a única que pode ser feita. Acredito, porque é a única que pode colher o interesse e o apoio da opinião pública, alcançar a maioria na Assembleia da República e passar no crivo atento do Presidente da República; e é a única que, garantidamente, não será chumbada no Tribunal Constitucional.

Opinião

Arquitectura eleitoral para a cidadania

Sobre a recente proposta de reforma eleitoral da SEDES/APDQ, é importante o último artigo de Jorge Cordeiro, "Engenharias eleitorais" - vem de um membro do Secretariado do Comité Central do PCP. A oposição comunista à introdução de uma componente de círculos uninominais no sistema proporcional não é nova. O PCP não aprovou a revisão constitucional de 1997. E, no debate de há 20 anos, o PCP mantinha o sistema. O projecto de lei n.º 516/VII, defendido pelo saudoso deputado Luís Sá, só trazia duas novidades: círculo nacional; e menor número de círculos regionais, maiores do que os actuais.