José de Faria Costa

Opinião

Razões de uma razão (XX)

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade." É deste jeito, com esta densa simplicidade, que começa a parte dispositiva da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 10 de dezembro de 1948. Praticamente sete décadas depois, o peso que se sente em cada uma destas palavras não pode deixar de ressoar na nossa consciência individual e coletiva. Sintetizam, de um jeito forte, tudo aquilo que somos. Tudo aquilo que nos une. Palavras que dão expressão ao desígnio pelo qual, no passado e no presente, homens e mulheres se bateram - e ainda se batem - e que, por essa razão e apenas por essa razão, muitos pagaram e pagam um alto preço. Palavras que também são, em si mesmas, razões de uma razão.