Jorge Moreira da Silva

Jorge Moreira da Silva

Para quando uma bazuca de produtividade e competitividade?

Não menosprezo o Plano de Recuperação e Resiliência, nem o papel dos 17 mil milhões de subvenções europeias nele enquadrados. Mas lamento que teimemos em não perceber que os problemas de crescimento da economia não se podem resolver apenas na perspetiva do financiamento - e, muito menos, exclusivamente do lado do financiamento público -, ignorando os constrangimentos estruturais que nos impedem de crescer há décadas.

Jorge Moreira da Silva

Uma catastrófica falha moral: uma pandemia, dois futuros

"Fará sentido começar a vacinar cidadãos jovens e saudáveis dos países ricos, antes de o garantir a todos os profissionais do setor da saúde e aos cidadãos idosos dos países pobres?" Esta pergunta foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), numa sala "virtual" repleta de líderes políticos internacionais, no âmbito da reunião sobre resiliência e acesso equitativo à vacinação que organizei, nesta semana, na OCDE.

Jorge Moreira da Silva

Quem tem medo de reformar a política?

A discussão sobre a reforma dos sistemas políticos e sobre o aperfeiçoamento da democracia surge em vagas. Há uns meses a discussão sobre a crescente influência da extrema-direita populista, racista e xenófoba em Portugal. Na semana passada, a discussão sobre o potencial alastramento, a outros países, dos efeitos da polarização e da radicalização nos EUA. E, nesta semana, a discussão sobre as dificuldades de compatibilizar a realização das eleições presidenciais com procedimentos de participação anacrónicos.

Opinião

Uma campanha poluída de mentiras sobre prospeção de petróleo no Algarve

Tenho 20 anos dedicados ao combate às alterações climáticas, proteção do ambiente e promoção das energias renováveis, tanto no plano nacional como europeu e internacional. As reformas que liderei, nos últimos anos, não só deram resultados práticos - reforma das águas, reestruturação dos resíduos, reforma do ordenamento do território, da reabilitação urbana e do arrendamento, licenciamento único ambiental, garantia de reforço das interligações energéticas europeias, corte de quatro mil milhões de euros nas rendas da energia, promoção das renováveis na eletricidade (passando de 45% para 62% em quatro anos), investimento de 300 milhões no litoral, demolição de construções ilegais na orla costeira, novo regime de autoconsumo de energia, novo regime da mobilidade elétrica, reforma da fiscalidade verde, pacote clima e energia para 2030 e assinatura com cem organizações da sociedade civil do Compromisso para o Crescimento Verde - como foram mesmo reconhecidas no plano internacional. Não fizemos da crise uma razão para hesitar ou adiar mas uma razão adicional para liderar mundialmente no crescimento verde.