Jorge Conde

Jorge Conde

São os jovens que escolhem hoje os empregadores!

Chegámos ao fim do verão. O ano letivo está a começar e são mais de 50 000 os jovens que ingressaram no Ensino Superior, só pelo Concurso Nacional de Acesso. As outras vias de acesso e, nomeadamente, os Cursos Técnicos Superiores Profissionais, garantem mais uns milhares. Com os números a crescer de ano para ano, podemos afirmar que a mensagem que "estudar compensa" vai-se consolidando e garantindo que os nossos indicadores comparativos com o resto da Europa vão melhorando. É o sinal inequívoco de que a estratégia seguida pelos governos de António Costa está certa, nomeadamente com a descentralização da formação feita pelos Politécnicos, que levam o ensino a quem não pode vir ao encontro deste nas geografias habituais. Apesar dos excelentes números, não nos podemos esquecer que representam cerca de metade dos jovens em condições de aceder ao Ensino Superior. Os outros, ou não encontraram uma opção que os convencesse a estudar, ou nem tentaram prosseguir estudos.

Jorge Conde

Também temos a nossa guerra

Na altura em que grande parte do País está a banhos, quase tudo parece adormecido. A política está interrompida, com exceção de uma ou outra intervenção para prova de vida; a economia está mais parada, com exceção do setor do turismo, e as urbes foram substituídas pela areia das praias. Tudo se conjuga para que as mentes possam repousar e voltar no final do mês à produtividade. Produtividade que, como sabemos, já é baixa também no resto do ano.

Jorge Conde

Soluções precisam-se para a falta de professores

Muito se tem falado ultimamente sobre a falta de professores. Até ao final da década pode ser necessário formar mais de 30 mil. Parece, nesta altura, óbvio que nem o sistema de ensino superior está preparado para tanto, nem o interesse dos jovens pela área parece justificar grandes preocupações de criar vagas que poderão ficar por preencher. Colocar o ónus desta falta nas instituições de ensino superior é não querer ver o óbvio. Ainda que esteja certo, que mais uma vez os politécnicos e as universidades irão responder a este desafio, ele pode não ter, do lado dos jovens, a resposta desejada e necessária.

Jorge Conde

Coesão territorial do Bairro Alto a Coimbra... ou não

O esforço que o país tem feito para evitar o risco ao meio que divide a faixa litoral da faixa interior é, por vezes, assolado por uma ou outra decisão política que a compromete. O esforço, entenda-se, é predominantemente feito por aqueles que decidem ficar nestes territórios de baixa densidade e nas cidades que aparentam ter menores oportunidades. É feito pelas pessoas e pelas empresas que todos os dias se empenham para manter as suas atividades profissionais, para produzir produtos cuja venda depende da capacidade de os colocar na faixa litoral, onde está o maior poder de compra, onde estão os portos e aeroportos que permitem a exportação. É feito nos concelhos onde são cada vez menos os que resistem e que ficam na outra ponta da autoestrada. Autoestrada que foi feita com a intenção de aproximar as pessoas desse mundo mais intenso e de levar para o interior pessoas e empresas que assim se sentiriam mais próximas do mundo da alta densidade. Mas a autoestrada serviu, muitas vezes, para ajudar alguns dos que ainda resistiam a fugirem para as metrópoles.

Jorge Conde

Aumento de candidatos = mais investimento no ensino superior

Pelo segundo ano consecutivo as candidaturas ao ensino superior batem recordes. São cada vez mais os jovens que pretendem continuar a estudar garantindo para si um futuro mais promissor. Sabemos há muito que a detenção de uma formação superior é um elevador que garante melhor reconhecimento social e melhor remuneração. Este aumento dos candidatos e consequentemente dos inscritos no ensino superior é também um sinal de que os jovens e as suas famílias estão mais confiantes no País e no seu futuro. As instituições de ensino superior são também merecedoras deste reconhecimento das famílias, pela qualidade com que têm demonstrado ser capazes de responder aos anseios dos que querem estudar e também às necessidades de formação das empresas e instituições dos mais variados setores da economia.

Jorge Conde

Queremos voltar atrás?

Temos vivido os últimos dias na incerteza do rumo do país face ao desconfinamento e à evolução da pandemia. Há algumas semanas, os indicadores pareciam garantir uma evolução de sentido único, com cada vez menos doentes, óbitos e doentes graves. Entre os idosos já vacinados, a pandemia passou a ter uma expressão irrelevante. Foram aumentando os que contribuíram para a diminuição do confinamento. A abertura dos estabelecimentos comerciais, a retoma da restauração e da hotelaria, o aumento dos movimentos de pessoas, quer em trabalho quer em lazer, dão outro ânimo aos diversos setores. Em suma, podemos dizer que há dias tudo parecia encaminhado para a nova normalidade tão aguardada por todos.