João Pacheco

Opinião

A subtração de 2+2

Parece que já foi há mais tempo, porque as celebrações do Natal prolongaram as horas em casa e no sofá, mas só passaram dez dias até voltar a correr mal a Rui Rio, após o Congresso do PSD, em que saiu reforçado - e mais responsabilizado - com os seus opositores internos, regra geral, a renderem-se à sua vitória nas diretas do partido. Contam-se pelos dedos das mãos os dias que sucederam ao grande encontro dos Sociais Democratas e Rio já apagou sobre si o elã que emanou do congresso, ficando subtraído - em argumentos e em força - na corrida para as legislativas, ainda em período de pré-campanha.

Opinião

Bloco Entrincheirado

A convenção do Bloco de Esquerda aconteceu durante o último fim de semana e decorreu sem grande eco mediático, mas teve, apesar de tudo, o seu conteúdo de debate e de reflexão feito dentro e fora do pavilhão em Matosinhos. O dilema entre a prática doutrinária de um partido de protesto - relativamente à sua atuação - e o exercício da responsabilidade - aos olhos de uma opinião pública cada vez mais exigente - fica de resumo sobre os dois dias de discussão política.

Opinião

O que (não faz) falta!

O debate das rádios (Antena 1, Rádio Renascença e TSF), dedicado às presidenciais, cumpriu o seu propósito, com notável moderação e genericamente com boa argumentação. O estado de emergência dominou uma boa parte do debate, sobretudo a inicial, num instante demorado preenchido pela pandemia, sem impedir a discussão daí em diante, sobre a justiça, os poderes do Presidente, a Constituição, a formação do Governo dos Açores, passando, entre outros assuntos, pela regionalização. Tudo quanto, na minha opinião, importa para estas eleições e é possível introduzir e desenvolver num debate deste género. Pelo calendário - por ser o último encontro previsto entre todos os candidatos, antes do próximo dia 24 - e pelo contexto da pandemia - que transformou os media no palco primordial da campanha eleitoral - o debate nas rádios teve um papel importante, dentro daquilo que é a sua influência relativa na opinião pública e, em particular, no eleitorado.