João Melo

João Melo

A primavera americana

A América parece estar a viver a sua primavera. Ninguém o previu, mas, uma vez mais, ficou claro que acontecimentos singulares e inesperados podem "mexer" com o curso da história, provocando eventualmente mudanças drásticas e mesmo radicais. Ainda é cedo para saber todas as mudanças que o assassínio de George Floyd - mais um negro vítima do racismo americano, em pleno século XXI - poderá provocar, internamente, na principal potência mundial, mas os sinais já existentes permitem imaginar que serão mudanças importantes e significativas.

João Melo

O pânico é pior do que o vírus

Tenho consciência de que talvez esteja na contracorrente da opinião mediática tornada dominante nos últimos dias, processo iniciado quando o novo corona vírus tomou conta da velha Europa, deixando de ser chamado por alguns de "vírus chinês", e que culminou com a declaração da Organização Mundial do Saúde (OMS) do dia 11 de Março, classificando-o como uma pandemia, embora sem alterar (agravar) as suas recomendações sobre a forma como devemos lidar com o mesmo. Contenção - disse a OMS - deve continuar a ser a principal direção do combate ao covid-19.

João Melo

África e o mundo não podem desistir da Guiné-Bissau

A atual situação na Guiné-Bissau deve-se, em parte, a um aparente cansaço da comunidade internacional, a começar pelo continente africano, em relação à persistência do impasse histórico e político naquele pequeno país de língua portuguesa na África Ocidental. Mas, quando se trata da legitimidade dos processos democráticos, não pode haver cansaço: é imperioso insistir que os mesmos têm de fundar-se na força da lei e do direito.