Israel

Opinião

Israel, uma democracia que não é só esquerda e direita

Uma hora de carro separa a praia de Telavive e um casal de gays deitado ao sol - e um deles até pode ser um árabe israelita - dos muros da cidade velha de Jerusalém, onde os judeus ultraortodoxos são parte da paisagem. Engana-se quem julga que se trata de um cliché, pois é tão verdade como junto ao Mediterrâneo poder estar um dia de verão e lá no alto, naquela que os judeus consideram a sua capital eterna, estar a nevar. Ora, estes extremos, ou diversidade, se preferirmos, refletem-se no espectro partidário de Israel, que com certa justiça se autointitula a única democracia no Médio Oriente. E explicam como é complicado formar coligações de governo e como dentro dessas dificuldades alguém como Benjamin Netanyahu se tem mostrado genial, a ponto de já acumular mais anos como primeiro-ministro do que David Ben-Gurion, o homem que em 1948, numa galeria de arte na Avenida Rothschild, proclamou o moderno Estado de Israel.