Hospitais

Covid-19 em Portugal

Situação nos hospitais controlada. Internados são menos graves

O aumento de casos de infeção pelo SARS CoV-2 não está a refletir-se nas enfermarias e nos cuidados intensivos dos hospitais. Médicos de unidades de Lisboa e do Porto dizem ao DN que a procura dos serviços de urgência tem vindo a aumentar, mas que os casos que requerem internamento são menos graves. Até porque a maioria dos doentes está vacinada. A preocupação dos clínicos é que se os casos aumentarem muito, o tratamento destes doentes irá inevitavelmente comprometer a resposta aos doentes não covid.

Ordem dos Médicos

De norte a sul há hospitais em "estado de calamidade"

A realidade não é de agora. É de há anos. Há situações de "verdadeira calamidade" no SNS. Quem o diz são os presidentes das secções regionais da Ordem dos Médicos que denunciam ao DN situações que lhes chegam diariamente. A falta de profissionais, que advém dos salários baixos, de condições de trabalho e de projetos profissionais, a ineficiência de direções e administrações, a par da "ausência de liderança" da tutela, estão na base do problema. Amanhã o setor da saúde entra em greve. Hoje, o governo deve aprovar em Conselho de Ministros um novo Estatuto para o SNS.

Covid-19

Hospitais atingem linha vermelha. Especialistas defendem confinamento

Balanço. Portugal ultrapassou a barreira dos dez mil casos esta quarta-feira, situação que vai ter um impacto brutal no SNS daqui a oito ou dez dias. ARS de Lisboa e Vale do Tejo diz que vai ter mais camas nas unidades militares. Especialistas defendem medidas severas para confinamento e avisam que a mortalidade pode agravar-se mais se os idosos não forem vacinados.

Exclusivo

Grande Lisboa

Hospitais já negoceiam com privados tratamento a doentes não covid

No sul, há unidades que já suspenderam a atividade cirúrgica não urgente e as férias aos profissionais. Outras que criaram bolsas de horas solidárias para atenuar a falta de pessoal, e já há quem negoceie com os privados o uso de blocos operatórios pelos seus cirurgiões. No norte, a pressão ainda é grande. Num lado e no outro os doentes não ​​​​​​ covid vão ter de esperar, mas têm de ser tratados.