Henrique Burnay

Henrique Burnay

Quem está mal muda-se

"Um inglês, um escocês e um irlandês entram num bar. O inglês não gosta, todos têm de sair." Molly Scott Cato é (já por poucos dias) deputada ao Parlamento Europeu eleita pelo partido verde britânico no círculo do Sudoeste do Reino Unido e Gibraltar. No final do ano resolveu publicar esta espécie de anedota no Twitter para explicar quase graficamente como a decisão de sair da União Europeia não foi maioritária em todo o Reino Unido, mas apenas entre os ingleses e os galeses. Pelo contrário, 62% dos escoceses e 56% dos irlandeses preferiam, pelo menos à data, ter ficado na Europa.

Henrique Burnay

Na Guiné, à espera de um dia

Estávamos a meio de 2000, o pior da guerra civil tinha acontecido há um ano, agora havia paz e esperança. "O chefe dos enfermeiros do hospital do Quebo (no sudeste da Guiné Bissau), um homem magro de gestos demorados, atravessa lentamente o corredor e abre a porta de um cubículo estreito e escuro. "Isto é a farmácia. Agora não temos remédios mas, quando tivermos, é aqui que hão-de ficar"", escrevi então, na revista Grande Reportagem. Entretanto houve golpes de estado, chefes militares e políticos mortos brutalmente e várias revoltas.

Henrique Burnay

O novo ambientalismo

Entre os 75 deputados dos verdes que se sentam no Parlamento Europeu, apenas 6 vêm da Europa de leste (ou central, como os próprios preferem), recorda um artigo do Politico da semana passada, para daí concluir que os verdes ainda têm um longo caminho para fazer entre os países que aderiram à União Europeia em 2004 e depois. Onde as condições económicas são mais duras e as necessidades mais básicas, o ambiente não vem no topo da lista das prioridades dos eleitores, obviamente.