Guilherme d' Oliveira Martins
Guilherme d' Oliveira Martins
Mistérios de Caminha
Guilherme d' Oliveira Martins
Rui Feijó
Rui Maria Malheiro de Távora de Castro Feijó nasceu há cem anos, em Viana do Castelo, a 25 de março de 1921. Era a memória viva de uma família antiga de senhores de Entre Douro e Minho. A bela Quinta de Vilar (Lousada), que foi sua e que hoje invoca história, pedagogia e cinema e produz um belo vinho verde, simboliza a apaixonante ligação aos tempos imemoriais que marcam as mais distantes raízes portuguesas. Num poema célebre, intitulado "Bifronte", Álvaro Feijó (1916-1941), irmão de Rui, morto na juventude, e conhecido graças ao empenhado labor fraternal, definia bem o carácter de ambivalência dessa estirpe antiga: "Calcorreei a estrada, encadernado / de senhor feudal (...) / Voltei ao meu caminho, revestido / do manto de farrapos dum mendigo / desiludido! (...) // Meti na estrada do monte / e, ora senhor feudal, / ou pobrezinho que andou no mundo o seu caminho / e errou, /quer guardando no leito castelãs / ou moças aldeãs. / Nem assim sou o que sou!." O empenhamento social superou e renovou, assim, a tradição senhorial.
Guilherme d' Oliveira Martins
Duzentos anos...
Guilherme d' Oliveira Martins
Lembrar um conto popular…

Guilherme d'Oliveira Martins
"A corrupção começa com um favor e acaba num crime"
Opinião
Europa, memória e património cultural
O ano 2018 está à porta e o comissário europeu para a Educação e Cultura, Tibor Navracsics, ao abrir oficialmente o Ano Europeu do Património Cultural, recordou no dia 6, no decorrer do Fórum Europeu da Cultura, que não estamos apenas a falar "de literatura, arte, objetos, mas também de competências aprendidas, de histórias contadas, de alimentos que consumimos e de filmes que vemos". De facto, precisamos de preservar e apreciar o nosso património, como realidade dinâmica, para as gerações futuras. Compreender o passado, cultivá-lo, permite-nos preparar o futuro. Estamos a encetar um momento importante na vida da União Europeia. Apesar dos sinais de crise (e é significativo que contemos com muitos representantes da sociedade civil e da comunidade científica do Reino Unido, bem como com muitos jovens de todos os países da União Europeia, mas também do Conselho da Europa), há uma clara consciência de que uma cultura de paz começa pelo culto e pelo cuidado relativamente ao património cultural. Como poderemos avançar sem considerarmos as nossas raízes? Como poderemos preparar, de modo informado e conhecedor, o progresso futuro sem cuidar da continuidade e da mudança - segundo um processo de metamorfose, como Edgar Morin tem defendido? Procuramos, assim, sensibilizar a sociedade e os cidadãos para a importância social e económica da cultura - com o objetivo de atingir um público tão vasto quanto possível, não numa lógica de espetáculo ou de superficialidade, mas ligando a aprendizagem da História e o rigor no uso e na defesa das línguas, articulando educação e ciência, numa perspetiva humanista, aberta e exigente.
Portugal
O nome do fundador para a biblioteca parlamentar
Oliveira Martins quer programa que mobilize cidadãos para "fatores perenes da democracia". E aponta Passos Manuel como nome para espaço que antigo governante e deputado fundou

entrevista
Oliveira Martins: "Não estamos a celebrar uma data no passado"

entrevista
Marcelo "tem agido dentro dos limites constitucionais"

Ensino
Conselho de Educação adia votação de parecer sobre perfil do aluno
Opinião
Contra as ilusões e os egoísmos
Não vou discutir aqui o lamentável problema de saber se houve ou não um acordo com quem quer que fosse, para tratar de modo desigual e favorável um determinado Estado membro da União Europeia, no tocante ao famigerado tema dos défices excessivos. Só a suspeição, porém, já é suficientemente grave, e sobretudo quando assumida por um político relevante. Do que se trata é de pôr sobre a mesa o tema da organização europeia e da responsabilidade dos seus membros - num momento crucial da vida internacional. Há dias, Eduardo Lourenço punha o dedo na ferida e perguntava-se como poderemos continuar a ter uma Europa anémica e irrelevante sem capacidade de responder aos desafios múltiplos perante os quais se encontra. A economia está estagnada. Saímos de uma década perdida, com crescimento insuficiente - que contrasta com um impulso do investimento nos Estados Unidos de 19 % nos últimos oito anos. Isto enquanto agora a União Europeia no seu conjunto está a produzir exatamente o mesmo que em 2008... O terrível sinal dado pelo alarme relativamente a poder haver dois pesos e duas medidas quanto ao tratamento dos diferentes Estado da União obriga-nos a dizer que se impõe romper com a situação intolerável que estamos a viver, na qual diante da incapacidade de criar riqueza se elegem como bodes expiatórios os Estados da coesão, esquecendo-se quem acumula excedentes, sem os partilhar. Numa palavra, a União Económica e Monetária está mal preparada para uma nova crise económica e financeira. Se a ação do BCE se revelou importante, o certo é que foi insuficiente, não foi aproveitada devidamente - e acaba de ser fortemente agravada pela decisão do Reino Unido de abandonar a União. Afinal, a estagnação europeia deve-se ao fechamento da economia do mercado interno, à resistência à inovação e à criatividade (continuando os europeus a ser importadores líquidos dos Estados Unidos na economia digital), à fragmentação política e à manifesta insuficiência das medidas de coesão económica e social. No fundo, apenas uma nova intervenção forte do Banco Central Europeu revelar-se-á pouco eficaz, pelo que se exige uma mudança de rumo - dando mais sentido económico às respostas necessárias.
Opinião
Como tratar a Europa doente?
