Greta Thunberg

Catarina Carvalho

Clima: mais um governo para pôr a cabeça na areia

Poderá o mundo comportar Trump nos EUA, Bolsonaro no Brasil, Erdogan na Turquia e Boris no Reino Unido? Sendo esta a semana do facto consumado do Brexit e coincidindo com a conferência do clima da ONU, vale a pena perguntarmos isto mesmo. E nem só por razões socioideológicas e políticas. Ou sobretudo não por estas razões. Por razões simples de simples sobrevivência do nosso planeta a que chamamos Terra - porque é isso que é fundamentalmente: a nossa terra. Todos estes líderes são mais ou menos populistas, todos basearam as suas campanhas e posteriores eleições numa visão do mundo completamente conservadora - e, até, retrógrada - do ponto de vista ambiental. E embora isso seja facilmente explicável pelas razões que os levaram à popularidade, é uma das facetas mais perigosas da sua chegada ao poder. Vem tudo no mesmo sentido: a proteção de quem se sente frágil, num mundo irreconhecível, em acelerada e complexa mudança, tempos de um paradigma digital que liberta tarefas braçais, em que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, em que os jovens podem saber mais do que os mais velhos... e em que nem na meteorologia podemos confiar.

Greta Thunberg em Lisboa

"Toda a gente tem de fazer o que puder para estar do lado certo da história"

Ativista sueca viajou a bordo do catamarã "La Vagabonde" e entrou às 12:44 na Doca de Santo Amaro, em Lisboa, após 21 dias a cruzar o Atlântico. Jovem revela que vai ficar "uns dias" na capital portuguesa. Mas sexta-feira já deverá estar em Madrid, para a manifestação internacional que vai decorrer à margem da cimeira das Nações Unidas sobre o clima.