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Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

Tempos que marcam

Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

Tempos que marcam

Gonçalo Diniz: "A covid-19 vai mudar as relações entre as pessoas" e a forma como exprimem as emoções

O ator considera que o período de confinamento "foi um período de Big Brother necessário" que exacerbou a forma como as pessoas viveram as emoções e a relação com a família. Gonçalo Diniz lamenta que a filha Vitória não venha a ter memórias muito definidas da vida quotidiana anterior à crise pandémica e destaca a importância de "pensar positivo" para enfrentar o futuro no mundo pós-covid-19.

Tempos que marcam

Filipe Simões: Um marketeer e o bom marketing que marcou estes tempos

A chegada da pandemia trouxe tempos de grande angústia, um sentimento que Filipe Simões, um dos responsáveis pela marca de maçã desidratada "Fruut", afirma ser "mais forte do que o medo". Com três filhos, o confinamento foi um momento único vivido em família e onde certamente não terá faltado animação. O que também não faltou, foram os momentos de "profunda reflexão" pessoal e profissional. Sobre "o que queremos" mas também sobre "como vamos superar as adversidades" trazidas pela pandemia. Na memória das marcas, guarda em especial a reação célere da Câmara do Porto, "a primeira a criar hospitais de campanha e centros de análises rápidos", mas também a estratégia da Super Bock, que além de edições especiais "Super Doc", em homenagem aos profissionais da linha da frente, conseguiu produzir álcool gel a partir da produção de cerveja sem álcool.

Tempos que marcam

Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.

COVID-19

Guilherme Duarte: "O que vai ficar é a ingenuidade de pensarmos que isto ia mudar alguma coisa"

O humorista considera que a crise pandémica que atravessamos se caracteriza pela incerteza desta "nova normalidade". Em termos profissionais Guilherme Duarte destaca o impacto negativo da impossibilidade de realizar espetáculos ao vivo e considera que a memória que irá perdurar é a ingenuidade com que acreditámos que tudo poderia vir a ser diferente. Para o humorista, as consequências da pandemia - quer em termos de saúde pública, quer em termos económicos - ainda se vão fazer sentir no futuro próximo.

Tempos que marcam

David Azevedo Lopes: "As nossas vidas continuam em suspenso"

O presidente da AEON Japão considera a solidão em que os mais velhos têm vivido e a impossibilidade de despedida dos que sucumbem à doença, que uma das partes mais difícil de aceitar da pandemia de Covid-19. David Azevedo Lopes iniciou funções numa empresa japonesa antes do período do confinamento e profissionalmente tem vivido este período com "a enorme frustração" de não se poder mudar para o outro lado do mundo. No futuro, o gestor considera que teremos que aprender a viver com o Covid-19 e destaca que o vírus não deve justificar o aprofundar de desigualdades nem pôr em causa o primado da democracia.

Tempos que marcam

Liliana Tavares. Os olhares que marcam na linha da frente

TEMPOS QUE MARCAM. Na linha da frente do serviço de doenças infecciosas do Hospital de São João, Liliana Tavares foi um dos rostos escondidos por trás de cogulas, máscaras e óculos, protegida por uma espécie de escafandro contra o Covid19. Neste mergulho pelos tempos que vivemos vem à tona o que marca: a incerteza, a esperança e a entrega total a uma luta sem tréguas contra o vírus. Para ela, a "Glovo" e a "Uber Eats" são as marcas que se destacam num tempo onde o confinamento foi incontornável. Este vídeo faz parte de uma nova série , às terças e sextas no DN.