Galeria

Los Angeles

O melhor, o pior e o mais excêntrico na mais estranha passadeira vermelha dos Óscares

As restrições foram imensas mas 200 puderam participar na festa, a 93.ª cerimónia de entrega dos Óscares. A passadeira vermelha miguou, mas continua a ser bom local para exercitar a criatividade. Dourado, branco e vermelho dominaram. A melhor realizadora foi de ténis e o músico Questlove levou crocs da mesma cor que a estatueta. Atraiu todas as objetivas.

Tempos que marcam

Pedro Marques Lopes: "Nunca sairemos disto se não atuarmos como uma comunidade" 

O comentador destaca a importância da vida em comunidade para a resolução dos problemas sociais causados pela Covid-19. Pedro Marques Lopes admite que o período de confinamento foi um período "complicado, estranho" e difícil para todas as pessoas, que como ele, vivem sozinhas e "precisam mais de ver gente". Para o comentador esta crise pandémica veio mostrar que, no futuro, "precisamos de ter mais cuidado uns com os outros".

Tempos que marcam

Pedro Fernandes: "Provámos, mais uma vez, que o ser humano consegue adaptar-se a qualquer realidade"

O apresentador e radialista descreve o período do confinamento como "extremamente difícil" mas se tivesse que descrever numa palavra a crise pandémica que atravessamos considera escolhia "adaptação". Para Pedro Fernandes a covid-19 mostrou a capacidade do ser humano de se adaptar a todas as realidades, até uma das mais complicadas. No futuro, o apresentador gostaria que "a pegada ecológica de todos nós fosse muito menor", porque o período em todos abrandámos mostrou que "o planeta reagiu rapidamente e sarou imensas feridas".

Tempos que marcam

José Eduardo Martins: "2020 é o ano do cataclismo da vida que eu vou viver"

O advogado defende que "nenhuma estrutura política, pelo menos, no mundo livre" estava preparada para lidar com a crise pandémica que atravessamos. Segundo José Eduardo Martins, vivemos um período de "grande desnorte" mas temos que aprender a lidar e a viver com "uma coisa que está tudo menos para se ir embora". O destacado militante do PSD considera também que "2020 foi o ano em que tudo mudou para pior" e lamenta "não estar mais otimista".

Tempos que marcam

Francisco Ferreira: "Este é e deve ser um tempo de oportunidade"

O presidente da associação ambientalista ZERO considera que devemos aproveitar este tempo de crise pandémica e as alterações que provocou no nosso dia-a-dia para criar uma nova forma de viver, mais próxima dos outros e mais sustentável. Para o professor universitário "a pandemia deu-nos uma ideia de uma emergência de saúde" que poderá estender-se por "um ou dois anos", mas a "emergência climática é muito, muito mais dramática".

Tempos que marcam

João Duque: "Tenho esperança de vir a recuperar as coisas que perdi" nesta pandemia

O professor universitário considera que uma das consequências desta crise pandémica foi o facto de ter sido "empurrado para o mundo digital". Uma das coisas que mais o tocou neste período foi a ausência do convívio com as pessoas com quem tem uma relação mais próxima. Apesar de todas as consequências negativas, João Duque assume que gostou de viver este período tão diferente do habitual e destaca a capacidade que estamos a demonstrar de "conseguir dar a volta".

Tempos que marcam

Eugénio Campos. Quando o "convívio" é como uma jóia rara e preciosa na vida de todos.

Eugénio Campos viveu nos meses de estado de emergência momentos difíceis. Para o designer de jóias a paragem afetou todo o negócio à excepção da loja online. Foi um tempo de reflexão na vida e no futuro do negócio, mas também sobre a fragilidade da condição humana que - acredita - "não tem a força que achávamos que tinha antes da pandemia". Apesar disso, não deixou de criar uma jóia para ajudar quem estava na linha da frente do combate à pandemia. Desenhou uma jóia - "Arco Iris" - cuja margem de comercialização reverteu diretamente para a ala COVID do Hospital de São João. E nos dias de confinamento, foi no Spotify e no Netflix que o criador de jóias encontrou um escape para lidar com a incerteza que estes tempos trouxeram a todos nós.

Tempos que marcam

Miguel Salema Garção: "Nenhuma pessoa, nenhuma marca será a mesma depois desta pandemia"

Os CTT foram uma das empresas que estiveram na linha da frente durante o confinamento e esse foi um dos desafios desse período para Miguel Salema Garção. O Diretor de Comunicação, Sustentabilidade e Marketing dos CTT destaca a necessidade de afastamento físico dos mais velhos como uma das memórias que irá reter desta crise pandémica. Em relação ao futuro pós-Covid-19, Miguel Salema Garção defende a necessidade de criar um mundo mais sustentável e amigo do ambiente para as futuras gerações.

COVID-19

Edson Athaíde: Os trabalhos jornalísticos foram "âncoras de realidade muito importantes"

O CEO e Diretor Criativo da FCB Lisboa considera que a nível profissional um dos fatores positivos da pandemia de Covid-19 foi a descoberta de que o teletrabalho "funciona e é algo válido" para as empresas. Edson Athaíde confessa que apesar de gostar de estar em casa ao fim de três meses, o facto de não poder sair começou a "doer um bocadinho". Uma memória que o publicitário irá recordar deste período é a festa de aniversário mais animada da última década, em que celebrou "em cinco países ao mesmo tempo". O criativo frisa também que uma das coisas que mais o marcou na paisagem mediática foram os trabalhos jornalísticos que lhe forneceram "âncoras de realidade" nesta crise pandémica.

Tempos que marcam

Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

25 de Abril

O dia em que o 25 de Abril passou da Avenida para as janelas

É o grande momento de celebração do 25 de Abril: a Avenida da Liberdade, em Lisboa, enche-se de milhares de pessoas a celebrar a data da revolução. Este ano, numa imagem inédita, a avenida continuou entregue aos poucos carros que passavam, sem vislumbre de ajuntamentos. Mas houve quem não dispensasse a celebração, mesmo que individual. Desta feita, a festa fez-se à janela e à varanda, a cantar, a tocar ou simplesmente a ver.