Galeria

Tempos que marcam

Pedro Fernandes: "Provámos, mais uma vez, que o ser humano consegue adaptar-se a qualquer realidade"

O apresentador e radialista descreve o período do confinamento como "extremamente difícil" mas se tivesse que descrever numa palavra a crise pandémica que atravessamos considera escolhia "adaptação". Para Pedro Fernandes a covid-19 mostrou a capacidade do ser humano de se adaptar a todas as realidades, até uma das mais complicadas. No futuro, o apresentador gostaria que "a pegada ecológica de todos nós fosse muito menor", porque o período em todos abrandámos mostrou que "o planeta reagiu rapidamente e sarou imensas feridas".

Tempos que marcam

José Eduardo Martins: "2020 é o ano do cataclismo da vida que eu vou viver"

O advogado defende que "nenhuma estrutura política, pelo menos, no mundo livre" estava preparada para lidar com a crise pandémica que atravessamos. Segundo José Eduardo Martins, vivemos um período de "grande desnorte" mas temos que aprender a lidar e a viver com "uma coisa que está tudo menos para se ir embora". O destacado militante do PSD considera também que "2020 foi o ano em que tudo mudou para pior" e lamenta "não estar mais otimista".

Galeria

Emmys em tempo de pandemia

A falar para uma plateia vazia, Jimmy Kimmel foi o anfitrião da 72ª edição dos Emmy Awards. Uma cerimónia de prémios da Academia das Artes e Ciências da Televisão dos EUA marcada pela ausência de publico no Staples Center, em Los Angeles, e pelas ligações por videoconferência. Em casa ou em reuniões que respeitavam o distanciamento físico e o uso de máscara, os vencedores receberam as estatuetas entregues por pessoas com fatos de proteção.

Tempos que marcam

João Duque: "Tenho esperança de vir a recuperar as coisas que perdi" nesta pandemia

O professor universitário considera que uma das consequências desta crise pandémica foi o facto de ter sido "empurrado para o mundo digital". Uma das coisas que mais o tocou neste período foi a ausência do convívio com as pessoas com quem tem uma relação mais próxima. Apesar de todas as consequências negativas, João Duque assume que gostou de viver este período tão diferente do habitual e destaca a capacidade que estamos a demonstrar de "conseguir dar a volta".

Tempos que marcam

Eugénio Campos. Quando o "convívio" é como uma jóia rara e preciosa na vida de todos.

Eugénio Campos viveu nos meses de estado de emergência momentos difíceis. Para o designer de jóias a paragem afetou todo o negócio à excepção da loja online. Foi um tempo de reflexão na vida e no futuro do negócio, mas também sobre a fragilidade da condição humana que - acredita - "não tem a força que achávamos que tinha antes da pandemia". Apesar disso, não deixou de criar uma jóia para ajudar quem estava na linha da frente do combate à pandemia. Desenhou uma jóia - "Arco Iris" - cuja margem de comercialização reverteu diretamente para a ala COVID do Hospital de São João. E nos dias de confinamento, foi no Spotify e no Netflix que o criador de jóias encontrou um escape para lidar com a incerteza que estes tempos trouxeram a todos nós.

Tempos que marcam

Gonçalo Rebelo de Almeida: "Precisamos de confiança para voltar a ter o máximo de normalidade"

O hoteleiro considera que a crise pandémica trouxe inicialmente "um clima de medo e pânico" ao setor mas que agora chegou o momento de ter confiança e aprender a viver com a pandemia. Para Gonçalo Rebelo de Almeida o período de confinamento "foi duro" porque o impossibilitou não só de viajar mas também o contacto direto com os clientes, duas das coisas que mais gosta de fazer. A memória que destaca desta época é a da "fragilidade de todos nós nesta passagem pelo mundo".

COVID-19

Edson Athaíde: Os trabalhos jornalísticos foram "âncoras de realidade muito importantes"

O CEO e Diretor Criativo da FCB Lisboa considera que a nível profissional um dos fatores positivos da pandemia de Covid-19 foi a descoberta de que o teletrabalho "funciona e é algo válido" para as empresas. Edson Athaíde confessa que apesar de gostar de estar em casa ao fim de três meses, o facto de não poder sair começou a "doer um bocadinho". Uma memória que o publicitário irá recordar deste período é a festa de aniversário mais animada da última década, em que celebrou "em cinco países ao mesmo tempo". O criativo frisa também que uma das coisas que mais o marcou na paisagem mediática foram os trabalhos jornalísticos que lhe forneceram "âncoras de realidade" nesta crise pandémica.

Tempos que marcam

Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

Tempos que marcam

João Miranda. A agilidade do setor Agroalimentar que ficará na memória

Depois do pânico inicial perante as incertezas e o desconhecido, João Miranda, chairman da Frulact, empresa especializada na produção de preparados de fruta, destaca a resiliência de um setor que garantiu a continuidade das cadeias de fornecimento de alimentos pelos supermercados mas também de matérias-primas para a indústria agro-alimentar em todo o país. Nestes tempos, ficarão para sempre as marcas dos afetos limitados pela distanciamento, mas também as marcas de artistas que, como Vihls, usaram o talento que têm para agradecer a quem esteve na linha da frente na luta contra a COVID19. Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.