Filipe Froes e Patricia Akester

Filipe Froes e Patricia Akester

Variantes virais: classificação, grau de perigo e medidas de combate em fase de desconfinamento

Segundo Albert Einstein "a medida da inteligência é a capacidade de mudar", princípio esse que se aplica ostensivamente aos humanos e, pelo visto, também aos vírus. Assim, as alterações na sequência de aminoácidos habitualmente designadas por mutações no genoma de ácido ribonucleico (ARN ou RNA de ribonucleic acid) do SARS-CoV-2 e que estão na origem das diferentes variantes virais reflectem, inquestionavelmente, a medida da inteligência do vírus responsável pela actual pandemia. Todos os vírus sofrem mutações no seu genoma e o SARS-CoV-2 nunca poderia ser uma exceção, até por ser um vírus a ARN e com uma maior taxa de mutações do que os vírus com genoma a ácido desoxirribonucleico (ADN ou DNA de deoxyribonucleic acid).

Filipe Froes e Patricia Akester

Retrato da covid-19 após um ano de convívio. Quão bem conhecemos o inimigo e a nós próprios?

Dizia o arguto Sun Tzu: "Se conheces o inimigo tão bem como a ti próprio, não precisas temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás uma derrota. Se não te conheces nem ao inimigo perderás todas as batalhas..." (A Arte da Guerra). A questão que colocamos é: qual o nosso grau de cognição, clareza, lucidez, percepção e discernimento não apenas em relação ao nosso adversário viral como também no respeitante às nossas fragilidades? (com as consequências postuladas por Sun Tzu).

Filipe Froes e Patricia Akester

Em nome de um bem maior. Balanço da saúde mental após um ano de covid

Quem acha que a tristeza pode matar mais rapidamente do que um germe (parafraseando John Steinbeck, Travels with Charley: In Search of America) ainda não travou conhecimento com a impiedosa covid-19. Em tempos de pandemia, atentos o alarmante número de mortos e de infectados, foram implementados pelo mundo fora (i) medidas de afastamento social, como o isolamento, indicado para quem teve contacto ou foi diagnosticado com a infecção e não requer internamento, (ii) medidas de distanciamento social, como a manutenção de uma distância de dois metros de outras pessoas, o teletrabalho, o recurso a serviços telefónicos ou digitais e as entregas ao domicílio, que visam reduzir a interacção social e, consequentemente, cadeias de contágio e (iii) longos períodos de confinamento. Isto é, em nome de um bem maior, a preservação da vida humana, foram estabelecidas severas restrições sociais (perfeitamente justificáveis desde que adequadas, proporcionais e legítimas) para reduzir a propagação do imprestável vírus.