Ferreira Fernandes

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Racismo, Fátima Bonifácio e o 'Público'

Vai por aí grande polémica sobre um texto da historiadora Maria de Fátima Bonifácio publicado no jornal Público, no sábado. O texto começou por ser sobre quotas para minorias étnicas, mas o essencial dele é ser racista. Parte da discussão fez-se à volta das quotas ou sobre se um texto racista pode ser publicado no Público (hesito, como o diretor do jornal, Manuel Carvalho, quando deu resposta à polémica, no domingo, mas já lá vamos)... Antes de mais, quero precisar o que é substancial: e isso é o texto de Fátima Bonifácio. Ele é racista.

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A lição à Europa do voto português 

Vou inventar uma palavra. Cunhá-la. Registar a patente. A palavra: geringonça. Admito, roubei a ideia a outro. E, por outro, não me refiro a Vasco Pulido Valente, que terá falado de geringonça acerca de um qualquer tema, e não me refiro também a Paulo Portas, que sobre o governo que se fazia em 2015 lançou a palavra no Parlamento. Isso foram só conversetas, palheta. Refiro-me ao pai, não o putativo, mas o autor da coisa geringonça: António Costa.

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Ferreira Fernandes

O que se geringonça também se desgeringonça

Domingo passado, estavam os portugueses na modorra política do costume - e jogava-se em Elland Road. Num país, o nosso, com o horário nobre dedicado só ao futebol, em todos os canais, o leitor deveria saber que falo do campo do Leeds. E logo do Leeds, quem não o conhece?, um clube que já foi campeão inglês e europeu e hoje anda por divisão secundária, num daqueles dramas shakespearianos tão bons de contar e, sobretudo, de jogar.

Opinião

Ucrânia: Mais um país que aposta no escuro

Então, lá foi eleito. Vladimir Zelenski, 41 anos, comediante, sem nunca antes ter estado na política, candidato que apareceu sem programa, sem fazer promessas nem comícios, foi eleito presidente da Ucrânia, plebiscitado por quase três em quatro ucranianos (73 por cento). A Ucrânia, na Europa o país do destino próximo mais perigoso, vizinho e em latente conflito armado com a Rússia, atirou-se para os braços de um desconhecido...

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A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.