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Paddy Cosgrave abre Web Summit aos livros e fecha-a a Zuckerberg

> Em entrevista ao Dinheiro Vivo/Insider, líder da Web Summit revela que está próximo de fechar como orador um ator de Hollywood e admite ter dois escritórios em Portugal. > Pessoas como Mark Zuckerberg ficam fora da Web Summit - este ano deve esgotar mais cedo - e Paddy explica porquê. > O seu líder de engenharia é português e trabalha de forma remota, a partir da sua casa em Portugal. > Está a preparar a criação de uma espécie de clube que vai dar livros aos participantes. > Conferência secreta antes da Web Summit será em Cascais. No seu [...]

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Desejada por Amazon e Google, portuguesa DefinedCrowd traduzida por miúdos

É uma startup portuguesa que usa inteligência artificial para ensinar sistemas robóticos a perceber melhor os humanos, chama-se DefinedCrowd e é assim que a sua CEO, Daniela Braga, explicaria o que a empresa faz a uma criança de cinco anos. A DefinedCrowd "está bem e recomenda-se". Quem o diz é a própria CEO, fundadora e mentora da startup portuguesa, Daniela Braga. A gestora de 41 anos que estudou línguas e engenharia, deu aulas, fez investigação e brilhou na Microsoft tem confiança na tecnologia que estão a desenvolver e coloca objetivos ambiciosos para o futuro. Desafiámos Daniela Braga a explicar de forma simples [...]

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Drones impressos em 3D para as crianças programarem nas escolas

O acrónimo STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é uma das palavras da moda. Cada vez que alguém pergunta como enfrentar as futuras revoluções digitais ou se formulam cenários de profissões do futuro, o STEM surge como estrela. Trata-se de um simples capricho ou de uma evidência comprovada? De acordo com um estudo da Randstad Research, em 2022 serão necessários em Espanha 1.25 milhões de postos de trabalho qualificados para fazer face à digitalização e robotização da grande maioria das tarefas produtivas. Neste caso, poderia afirmar-se que, para evitar que os robôs acabem por nos roubar o trabalho, o melhor é aprender a construí-los e programá-los. Curiosamente, embora se conheça a necessidade de formação em STEM para enfrentar esta grande mudança, o número de licenciados nestas áreas não aumenta de ano para ano. Antes pelo contrário: em 2021, espera-se que se formem cerca de 57 600 estudantes, um número bastante inferior aos 69 113 que o fizeram em 2016. Este défice também pode ser observado no mercado de trabalho, onde, segundo a Adecco, existem menos 60% de engenheiros informáticos do que os atualmente necessários em toda a Europa.Geralmente consideradas matérias difíceis, a ciência em geral (e a matemática em particular) despertaram demasiadas vezes a antipatia dos mais jovens. É uma ideia injusta que esconde, sem dúvida, uma forma pouco feliz de as ensinar que talvez tenha travado um bom número de vocações. A empresa catalã Bonadrone nasce precisamente com o objetivo de despertar vocações científicas. Para isso, desenvolveu kits de construção de drones que incluem material docente centrado no desenho CAD, na impressão 3D, na eletrónica ou na programação. "Queremos levar as novas tecnologias aos estabelecimentos de ensino, pois é lá que se cria o potencial do futuro", garante Alex Cazorla, cofundador da Bonadrone. "O que vemos hoje é que muitos professores querem ensinar novas tecnologias, mas não sabem como. Queremos disponibilizar todas as ferramentas para que isso seja possível." Com a ajuda dos professores, os alunos não só montarão os seus drones, como terão também a tarefa contínua de programar o aparelho e de incluir sensores que lhes permitirão desenvolver diferentes projetos.Segundo Cazorla é necessária uma mudança de mentalidade em relação a uma forma de ensino que se está a tornar obsoleta: "O ensino ainda é unidirecional, ou seja, o professor explica e os alunos ouvem. Não consideramos que seja um bom sistema de aprendizagem." Defende uma mudança de sistema segundo a qual "o protagonista será o aluno e não o professor. O professor tem de ser apenas mais uma ferramenta do sistema educativo."Entrevista e edição: Azahara Mígel, Cristina del Moral Texto: José L. Álvarez Cedena

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Crise da Huawei em Portugal durou menos de duas semanas

Apesar da retração dos consumidores durante semana e meia, marca chinesa está de volta ao normal nas vendas em Portugal e continua a crescer (25% no primeiro semestre). Sistema Android na Huawei é, se não houver surpresas, para ficar e vêm aí novas lojas em centros comerciais. A Huawei foi apanhada na guerra política e comercial entre os EUA e a China, quando o executivo de Donald Trump anunciou que iria obrigar as empresas americanas a deixarem de fornecer produtos para a marca chinesa - onde se inclui, além de várias componentes, o sistema operativo Android. A medida não foi [...]

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Cultivo no deserto ou imprimir comida em 3D: como a tecnologia cria a agricultura do futuro

Até 2050, a população mundial vai chegar ao redondo número de 10 mil milhões. Com os recursos cada vez mais pressionados, a tecnologia está a impulsionar novos conceitos, que vão ajudar a agricultura a modernizar-se. O cenário de fição científica em que carrega num botão e a fome está saciada para o resto do dia ainda está longe de acontecer - aparentemente. A verdade é que consumimos cada vez mais: dos 3,45 quilogramas per capita, registados entre 1992 e 1997, o consumo alimentar passará para os 4,36 quilogramas em 2030. A juntar a isto, existe também uma escassez de terrenos para [...]

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Tecnologia para ajudar a surfar as ondas gigantes da Nazaré

Quando os Europeus pisaram pela primeira vez as ilhas do Havai, na expedição comandada por James Cook, em 1778, viram que os habitantes locais praticavam uma diversão estranha e perigosa. Foi esta a perceção de James King, que assumiu o comando da expedição após a morte do famoso capitão, tendo feito, no seu diário de bordo, a primeira descrição deste desporto: “Um dos seus divertimentos mais comuns é feito dentro de água, durante a maré cheia, quando as ondas rebentam na costa. Os homens entre os 20 e os 30 anos dirigem-se mar adentro, a galgar as ondas; deitam-se sobre uma prancha ovalada, mais ou menos da sua altura e largura, mantêm as pernas juntas, ao alto, e usam os braços para orientar a prancha. Esperam algum tempo até chegarem as ondas maiores e então, todos ao mesmo tempo, remam com os braços, para se manterem em cima da onda, que os impulsiona a uma velocidade impressionante; a arte está em guiar a prancha de forma a manterem-se na direção apropriada, no topo da onda, à medida que esta vai mudando de direção.“À primeira vista, parece um divertimento muito perigoso. Pensei que alguns acabariam por ir embater nas rochas aguçadas, mas, mesmo antes de alcançarem a costa, caso estejam demasiado perto, saltam da tábua e mergulham por baixo da onda, até esta rebentar. Este divertimento é um mero entretenimento, e não tem que ver com provas de destreza. Com boas ondas, imagino que deva ser muito agradável.”Na verdade, a descrição de King acabou por pecar por defeito, uma vez que o surf, com o passar dos anos, acabaria por demonstrar ser muito mais do que apenas “agradável”. A paixão pela arte de cavalgar as ondas é tão viciante que, à sua volta, surgiu toda uma cultura, com a sua própria linguagem, os seus mitos, as suas canções, a sua forma de vestir, os seus filmes e, claro, os seus heróis. Axi Muniain é, sem dúvida, um deles, precisamente porque nunca pôs de lado o tal risco de que falava James King há mais de dois séculos. Muniain esteve já por diversas vezes perto da morte, porque a sua é uma paixão perigosa: dedica-se a surfar as ondas mais difíceis do planeta. Dentro deste ranking, talvez a mais monstruosa de todas seja a da Nazaré, famosa em todo o mundo e apenas ao alcance dos surfistas mais experientes, pois quem se atreve a lançar a prancha à água junto a esta vila portuguesa está a arriscar a vida: “A Nazaré podia ser o Coliseu romano de qualquer gladiador”, afirma Munian. “Isto é particularmente verdade no que toca à dedicação, à alma e à entrega que cada surfista coloca na hora de tentar apanhar uma onda com as dimensões das que existem aqui.”O segredo da formação destas ondas gigantes está no fundo do mar da zona, pois na Nazaré há um canhão subaquático com 230 quilómetros de comprimento e até cinco de profundidade que, aliado aos fortes ventos do Atlântico, faz com que o mar se erga como um muro gigante. Felizmente, agora, os surfistas não enfrentam o oceano de peito descoberto, como faziam os longínquos habitantes do Havai. Agora, os surfistas contam com a ajuda de oceanógrafos como João Vitorino (do Instituto Hidrográfico de Portugal) que, com as suas previsões, antecipam qual o melhor momento para se lançar à água. E contam ainda com novos equipamentos tecnologicamente avançados, como o colete de impacto, que não só permite maior flutuabilidade, como também protege contra os impactos: “Muitos de nós não temos a noção de quantas vezes este colete nos salvou a vida”, garante Muniain, que acrescenta ainda que, graças a este tipo de tecnologia, podem agora enfrentar ondas que, até há muito pouco tempo, eram impossíveis de alcançar, mesmo para os melhores.Texto: José L. Álvarez Cedena

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Onde andam os meus orgasmos?

A sexualidade feminina é um tema que continua a inquietar a Ciência – e a cabeça de muitos homens. A procura pelas respostas que nem mesmo as próprias mulheres conseguem dar é o propósito de um sem-fim de estudos que, aos poucos, começam a conseguir apontar o dedo a um ou outro culpado pela azáfama (física e emocional) que é a vida sexual de uma mulher. E tudo começa com a complexidade do próprio corpo feminino. De acordo com um estudo publicado na Archives of Sexual Behaviour, a resposta física da mulher ao desejo sexual difere da que o homem […]