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Projeto de família: imprimir um Lamborghini

Henry Ford, criou a linha de montagem para a sua fábrica e impulsionou um modelo de empresa que acabaria por se impor no país e por ser exportado para o resto do planeta no século XX. Por isso, nada de fazer piadas com o que sai de uma garagem do Michigan, da Pensilvânia ou... do Colorado.Foi precisamente neste estado no oeste dos Estados Unidos da América que nasceu um projeto que aliou esse espírito empreendedor às novas tecnologias e à filosofia do "faça você mesmo". Trata-se de uma réplica do Lamborghini Aventador que um professor de Física e o seu filho mais novo construíram na garagem de casa, imprimindo as suas peças em 3D.Quando o membro mais novo da família Backus perguntou ao pai se lhe podia dar o seu carro preferido do videojogo Forza Horizon 3, este deveria ter respondido que os mais de 300 mil euros que custa a versão base do veículo italiano estavam bastante longe do orçamento familiar. Em vez disso, com muito engenho, conhecimentos de engenharia, cerca de 20 mil euros e um sem-fim de tutoriais do YouTube, o professor Sterling Backus e o seu filho conseguiram uma proeza com a qual se divertem não só eles, mas também todas as crianças da vizinhança. Uma excelente demonstração de que a ciência e a tecnologia podem ser divertidas e motivo de inspiração para os mais novos.Entrevista e edição: Azahara Mígel e Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

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As atuações com escrita de código ao vivo

O "live coding" é uma prática que, nas palavras da compositora colombiana Alejandra Cárdenas, "consiste em programar à frente do público para criar música ou efeitos visuais. É uma mistura de programador com artista." O movimento "live coding" é uma prática que consiste em modificar algoritmos com uma finalidade criativa perante um público físico ou virtual. Diversas esferas da criação artística, como a música, os audiovisuais, a robótica ou a dança aventuraram-se nesta possibilidade, transformando-a num fenómeno que conta com um número crescente de seguidores. Embora as suas primeiras expressões tenham nascido em ambientes universitários do Reino Unido há mais de duas décadas, ganhou maior protagonismo nos últimos anos por integrar, na sua própria conceção, a filosofia do código aberto e o movimento "Do It Yourself".Embora, em princípio, a descrição do "live coding" possa parecer terreno exclusivo para especialistas, Alejandra Cárdenas defende que todos podem desfrutar dele, do mesmo modo que não é necessário saber como funciona um piano para poder apreciar a interpretação de um pianista. Algo semelhante ocorre quando se vê um "live coder" a escrever as suas linhas de código para criar música ou imagens. E, embora o que se procura seja, sem dúvida, a criação de algo belo que permita expressar emoções ou pensamentos (como qualquer obra de arte), o mais importante, segundo Cárdenas, é o facto de a filosofia subjacente ao "live coding" estar ligada à filosofia hacker. Cada pessoa é valorizada pelo que faz, não pela forma como se veste, pela sua idade ou pelo estatuto social a que pertence."Entrevista e edição: Pedro García Campos, Cristina López Texto: José L. Álvarez Cedena

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Os segredos do VAR e as novas tecnologias na La Liga

No passado dia 24 de fevereiro, o pessoal do Twitter puxou pela imaginação para criar alguns dos memes mais gloriosos inspirados no futebol espanhol da temporada 2018-2019.O motivo foram as declarações de Dani Carvajal, lateral direito do Real Madrid, quando, no final de um jogo contra o Levante que a sua equipa venceu graças a um duvidoso penálti sobre Casemiro, garantiu que tinha ouvido "o pontapé a 25 metros de distância". Aquele pontapé, que as câmaras de televisão tornaram quase ilusório, fez pelo menos duas vítimas: Cheick Dokouré, o jogador que se lesionou gravemente na jogada, e o árbitro Iglesias Villanueva, que decidiu marcar a falta sem consultar o vídeo-árbitro (Video Assistant Referee ou VAR). Na altura, houve muita gente que, como Carvajal, quis ver naquela ação uma entrada perigosa e um penálti (talvez duvidoso, mas mesmo assim um penálti), enquanto outras reclamaram um erro de arbitragem que favorecia a equipa poderosa. A única conclusão clara desta jogada (e de tantas outras idênticas) é que o medo que muitos mostraram, julgando que a vídeo-arbitragem passaria a ser responsabilizada pelas suculentas polémicas do futebol, era completamente infundado. Talvez porque os cachecóis dos adeptos cegam mais do que o senso comum e a tecnologia juntos.Para Sergio Sánchez, diretor de VAR da liga espanhola, a primeira temporada do campeonato com vídeo-arbitragem demonstrou uma eficácia notável, mas assume que houve dificuldades de adaptação: "A International Board, que é a única organização capaz de mudar as regras do jogo de futebol, reconhece que o VAR é a ferramenta que mais revolucionou as regras do jogo em toda a história do futebol. Isto requer um processo de assimilação por parte dos jogadores, dos treinadores, dos adeptos e dos meios de comunicação." A entrada da tecnologia no futebol, logo um desporto que desperta tantas emoções, não está a ser fácil. Há quem veja os mesmos fantasmas no relvado e nas cabeças dos árbitros que acompanham o desenrolar do jogo, nas salas especialmente habilitadas para o efeito, nas instalações da Cidade do Futebol de Las Rozas. Contudo, a verdade é que o VAR interveio apenas em um em cada três jogos, tendo tornado o campeonato não só em algo mais justo, mas também mais "rico e apaixonante", afirma Sánchez.O VAR não é a única tecnologia introduzida pela liga espanhola nos últimos tempos. Obrigada a competir num mercado global, onde prima o espetáculo, os macro dados são já uma ferramenta indispensável não só para programar adequadamente os diferentes jogos, mas também para saber de que forma a luz solar nos estádios afetará as câmaras de televisão em função dos horários dos jogos.Entrevista e edição: Azahara Mígel, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena

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Líder da Huawei: "Vamos sofrer durante um a dois anos se perdermos o Android"

Chenglu Wang, presidente de software da Huawei, explicou-nos este sábado, em Dongguan, na China, porque a empresa chinesa quer manter parceria com a Google, mesmo que o novo sistema HarmonyOS seja mais rápido e eficiente. A Huawei está preparada para o pior. E o que é o pior? É que o clima tecnológico de colaboração mundial, nomeadamente com os EUA, acabe devido ao possível bloqueio decretado (e, para já suspenso) por Donald Trump e que pode acabar com a ligação entre empresas americanas e chinesas. Entre outras coisas, a Huawei pode perder acesso ao sistema Android nos seus telefones (é [...]

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Desejada por Amazon e Google, portuguesa DefinedCrowd traduzida por miúdos

É uma startup portuguesa que usa inteligência artificial para ensinar sistemas robóticos a perceber melhor os humanos, chama-se DefinedCrowd e é assim que a sua CEO, Daniela Braga, explicaria o que a empresa faz a uma criança de cinco anos. A DefinedCrowd "está bem e recomenda-se". Quem o diz é a própria CEO, fundadora e mentora da startup portuguesa, Daniela Braga. A gestora de 41 anos que estudou línguas e engenharia, deu aulas, fez investigação e brilhou na Microsoft tem confiança na tecnologia que estão a desenvolver e coloca objetivos ambiciosos para o futuro. Desafiámos Daniela Braga a explicar de forma simples [...]

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Hostmaker. Startup já investiu mais de 6,4 milhões de euros em tecnologia

Ankur Bhatia, responsável pela área tecnológica da startup de gestão de alojamento local Hostmaker, explica que a aposta na tecnologia é um ponto forte do negócio. Em quatro anos, o investimento na área já ultrapassou os 6,4 milhões de euros. A Hostmaker tem conseguido arrecadar milhões de euros em rondas de investimentos, muito devido à plataforma que criou internamente - tal como as soluções que promete fazer chegar, em breve, ao serviço. "Gerimos o arrendamento das propriedades para retirar o stress de tudo o que envolve ser um senhorio e proprietário. Permitimos e garantimos que os proprietários têm o total [...]