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Isolamento e teletrabalho abrem porta a intrusões e malware. Portugal tem 8400 ligações vulneráveis

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Isolamento e teletrabalho abrem porta a intrusões e malware. Portugal tem 8400 ligações vulneráveis

Com o mundo a recorrer à Internet para a "nova normalidade", há quem esteja a aproveitar a dependência de ferramentas digitais para mascarar malware, phising e testar os limites da segurança informática. Empresas de cibersegurança alertam para necessidade de reforçar cuidados e pedem atenção redobrada nesta altura. Com as autoridades a pedir isolamento para conter a propagação do vírus, o mundo virou-se para o trabalho remoto e para as plataformas digitais para continuar a conviver. Já a avidez de informação e a necessidade de manter a ligação a familiares e amigos faz subir o tráfego de redes - os três [...]

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Setor da tecnologia tem até 19 mil vagas por preencher

Lisboa e Porto, mas também Aveiro e Braga concentram o maior número de lugares disponíveis. Os salários estão bem acima da remuneração média nacional e os profissionais em início de carreira são os mais desejados. Com as empresas tecnológicas em expansão em Portugal, a procura de profissionais para o setor é elevada. De acordo com a Randstad, existe um intervalo entre 14 e 19 mil vagas por preencher nesta área. Os dados fornecidos ao Dinheiro Vivo foram obtidos a partir de uma ferramenta desenvolvida pela empresa de recursos humanos, a xPT, que contabiliza anúncios de emprego disponíveis nos principais portais [...]

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EUA limitam exportação de software de inteligência artificial

Trump quer limitar saída para o estrangeiro de software de IA de análise geoespacial. EUA justificam limitações com "interesses de segurança nacional". Há um novo capítulo na corrida ao título de líder no mundo da inteligência artificial. Nesta semana, o Gabinete de Indústria e Segurança dos Estados Unidos tornou efetiva a ordem que pretende limitar as exportações de software de inteligência artificial que possa ser aplicado à área de imagem geoespacial. A mensagem ficou clara: o governo de Donald Trump está interessado em limitar os negócios deste tipo de programa informático desenvolvido nos Estados Unidos, com a preocupação de que esta vantagem [...]

2010-2019

Da era móvel ao espaço. Estes são os 10 avanços tecnológicos da década

Naquela que pode ser definida como a era dos aparelhos móveis, destacamos algumas das inovações que marcaram a última década e, quem sabe, a humanidade para sempre. Nunca se evoluiu tanto a nível tecnológico em tão pouco tempo, ao ponto de mudarem os próprios comportamentos humanos, quanto nesta última década. Se há tecnologia que entra na perfeição nessa descrição de revolução do estilo de vida dos seres humanos é a tecnologia móvel que alimenta os smartphones, tablets e wearables e que tornou, em certos casos, milhões de seres humanos do planeta numa espécie de zombies, colados aos ecrãs dos seus [...]

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O rapaz de 15 anos que é especialista em Realidade Virtual

Sabarish é um dos jovens mais precoces em todo o mundo na criação de aplicações para VR e AR, e um dos programadores das HoloLens, o novo dispositivo da Microsoft. O adolescente de apenas 15 anos é fundador da WaypointAR, uma empresa que está a desenvolver uma solução para nos orientarmos e deslocarmos em grandes espaços fechados (como aeroportos ou centros comerciais) utilizando a realidade aumentada. A teoria de Sabarish é que, atualmente, os nossos smartphones são mais "uma interferência do que uma integração", já que interagimos com eles através de um ecrã bidimensional, algo que passará à história com a chegada do 3D e da realidade virtual. As grandes empresas tecnológicas como a Google, Apple, Facebook ou Microsoft concordam com a sua análise, daí os grandes investimentos que estão a fazer nestes setores e a importância de "aprender a criar aplicações para o mundo real que não existem em videojogos, marketing, entretenimento ou publicidade".A confiança demonstrada por Sabarish nas suas afirmações acerca do que considera que será a próxima "explosão tecnológica" não surpreende se tivermos em conta a determinação com que entrou neste território. Segundo escreveu no seu blogue em julho de 2017: "Quando comecei no mundo das aplicações de realidade virtual, não encontrava uma fonte que explicasse claramente os passos que devia seguir. Por isso, inventei-os eu mesmo." Apesar de ser considerado uma das pessoas mais influentes do mundo na área da VR, acredita que o que fez até agora é "um pouco banal" e, por isso, está empenhado em fazer algo nos próximos anos que ajude a tornar um pouco mais fácil a vida de milhões de pessoas.Entrevista e edição: Azahara Mígel, Noelia Núñez, Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

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As atuações com escrita de código ao vivo

O "live coding" é uma prática que, nas palavras da compositora colombiana Alejandra Cárdenas, "consiste em programar à frente do público para criar música ou efeitos visuais. É uma mistura de programador com artista." O movimento "live coding" é uma prática que consiste em modificar algoritmos com uma finalidade criativa perante um público físico ou virtual. Diversas esferas da criação artística, como a música, os audiovisuais, a robótica ou a dança aventuraram-se nesta possibilidade, transformando-a num fenómeno que conta com um número crescente de seguidores. Embora as suas primeiras expressões tenham nascido em ambientes universitários do Reino Unido há mais de duas décadas, ganhou maior protagonismo nos últimos anos por integrar, na sua própria conceção, a filosofia do código aberto e o movimento "Do It Yourself".Embora, em princípio, a descrição do "live coding" possa parecer terreno exclusivo para especialistas, Alejandra Cárdenas defende que todos podem desfrutar dele, do mesmo modo que não é necessário saber como funciona um piano para poder apreciar a interpretação de um pianista. Algo semelhante ocorre quando se vê um "live coder" a escrever as suas linhas de código para criar música ou imagens. E, embora o que se procura seja, sem dúvida, a criação de algo belo que permita expressar emoções ou pensamentos (como qualquer obra de arte), o mais importante, segundo Cárdenas, é o facto de a filosofia subjacente ao "live coding" estar ligada à filosofia hacker. Cada pessoa é valorizada pelo que faz, não pela forma como se veste, pela sua idade ou pelo estatuto social a que pertence."Entrevista e edição: Pedro García Campos, Cristina López Texto: José L. Álvarez Cedena

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Os segredos do VAR e as novas tecnologias na La Liga

No passado dia 24 de fevereiro, o pessoal do Twitter puxou pela imaginação para criar alguns dos memes mais gloriosos inspirados no futebol espanhol da temporada 2018-2019.O motivo foram as declarações de Dani Carvajal, lateral direito do Real Madrid, quando, no final de um jogo contra o Levante que a sua equipa venceu graças a um duvidoso penálti sobre Casemiro, garantiu que tinha ouvido "o pontapé a 25 metros de distância". Aquele pontapé, que as câmaras de televisão tornaram quase ilusório, fez pelo menos duas vítimas: Cheick Dokouré, o jogador que se lesionou gravemente na jogada, e o árbitro Iglesias Villanueva, que decidiu marcar a falta sem consultar o vídeo-árbitro (Video Assistant Referee ou VAR). Na altura, houve muita gente que, como Carvajal, quis ver naquela ação uma entrada perigosa e um penálti (talvez duvidoso, mas mesmo assim um penálti), enquanto outras reclamaram um erro de arbitragem que favorecia a equipa poderosa. A única conclusão clara desta jogada (e de tantas outras idênticas) é que o medo que muitos mostraram, julgando que a vídeo-arbitragem passaria a ser responsabilizada pelas suculentas polémicas do futebol, era completamente infundado. Talvez porque os cachecóis dos adeptos cegam mais do que o senso comum e a tecnologia juntos.Para Sergio Sánchez, diretor de VAR da liga espanhola, a primeira temporada do campeonato com vídeo-arbitragem demonstrou uma eficácia notável, mas assume que houve dificuldades de adaptação: "A International Board, que é a única organização capaz de mudar as regras do jogo de futebol, reconhece que o VAR é a ferramenta que mais revolucionou as regras do jogo em toda a história do futebol. Isto requer um processo de assimilação por parte dos jogadores, dos treinadores, dos adeptos e dos meios de comunicação." A entrada da tecnologia no futebol, logo um desporto que desperta tantas emoções, não está a ser fácil. Há quem veja os mesmos fantasmas no relvado e nas cabeças dos árbitros que acompanham o desenrolar do jogo, nas salas especialmente habilitadas para o efeito, nas instalações da Cidade do Futebol de Las Rozas. Contudo, a verdade é que o VAR interveio apenas em um em cada três jogos, tendo tornado o campeonato não só em algo mais justo, mas também mais "rico e apaixonante", afirma Sánchez.O VAR não é a única tecnologia introduzida pela liga espanhola nos últimos tempos. Obrigada a competir num mercado global, onde prima o espetáculo, os macro dados são já uma ferramenta indispensável não só para programar adequadamente os diferentes jogos, mas também para saber de que forma a luz solar nos estádios afetará as câmaras de televisão em função dos horários dos jogos.Entrevista e edição: Azahara Mígel, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena