Expo 98

Expo 98

Peter Chermayeff: "Ao tornar-se invisível o edifício está a fazer o seu papel"

O arquiteto americano projetou o Oceanário de Lisboa há mais de 20 anos. Chermayeff conversou com o DN sobre o meio privilegiado em que cresceu, marcado pelo Bauhaus, entre artistas, arquitetos e pensadores, sobre a sensação de mergulhar para ver um desfile de animais, o fascínio pelo oceano, o tempo que antecedeu a abertura do Oceanário de Lisboa, ou a lição que tirou ao ver um grupo de mulheres perante quadros de Botticelli em Florença

Opinião

Os jacarandás estão prontos para florir. Aquilo ainda não acabou

Aqueles foram tempos dos mais entusiasmantes da minha vida e por isso não tenciono ser imparcial neste texto. Foi esta aliás a condição prévia para escrever sobre este assunto. Num dos poucos períodos da minha vida profissional em que não fui jornalista, comecei a trabalhar na Expo"98 quando já muitas obras estavam em andamento. Tinha também acompanhado a fase inicial do processo, como jornalista, no jornal Público.

Expo 98

Mais do que sete maravilhas do mundo aqui à porta de casa

Ao entrar-se na Expo"98, estava aberta a porta para um universo de novidades. Muitas invisíveis porque faziam parte dos bastidores, como era o caso do mundo subterrâneo das infraestruturas; outras, bem à vista dos milhões de visitantes: os barcos que vieram de várias partes do mundo; as tradições que se misturavam com as do país anfitrião... Não era preciso muita atenção para o visitante se ver rodeado de muitas coisas estranhas ou nunca até então vistas em Portugal