Eutanásia

cuidados paliativos

«Não imagina a quantidade de pessoas que me dizem que a melhor coisa que lhes aconteceu foi o cancro»

Diz que a melhor metáfora que tem para a morte é a «moça do Waze» e que, se queremos aproveitar a vida, temos que respeitar a morte. Rosto sereno, discurso pausado, tom de voz baixo. A médica brasileira Ana Cláudia Quintana Arantes, especialista em cuidados paliativos, geriatria e psicologia, veio a Portugal lançar o seu livro A morte é um dia que vale a pena viver [Leya] e dar palestras um pouco por todo o país. É sobre a morte que fala, mas é sobre a vida, a nossa vida, que nos põe a pensar. Entrevista de Catarina Pires | [...]

Eutanásia

E agora?... Para os jovens é obrigatório que partidos debatam, debatam...

Nas galerias do Parlamento estavam muitos jovens, alguns de juventudes partidárias, outros de escolas, uns a favor do sim, outros do não. Todos quiseram assistir ao debate e à votação, todos quiseram ouvir falar de eutanásia, já que era a primeira vez na história da democracia portuguesa que o Parlamento discutiu e votou a matéria. O DN falou com alguns

Miguel Marujo

Filhos de uma política menor

No último dia da legislatura anterior, PSD e CDS, partidos que garantiam então a maioria parlamentar, aprovaram o fim da isenção das taxas moderadoras para a interrupção voluntária de gravidez, com o pretexto de uma iniciativa de cidadãos, condicionando assim o regime jurídico que permite à mulher livremente optar por recorrer ao aborto até às 10 semanas. Não ouvimos então ninguém usar o argumento de que os deputados não estavam mandatados para o fazer, uma vez que os programas eleitorais do PSD e CDS ignoravam explicitamente essa proposta.