Eugénio Viassa Monteiro

Opinião

Economia do vírus: inovação, tecnologia e o "próximo"

As capacidades humanas para ultrapassar situações críticas são quase ilimitadas. E mesmo nas piores condições impostas, as pessoas adaptam-se, pois o instinto de sobrevivência é poderoso. No dizer de ViktorFrankl, quando há um sentido para a vida, uma pessoa encontra forças para sobreviver: "Quando fui levado ao campo de concentração de Auschwitz, um manuscrito meu, pronto para ser publicado, foi-me confiscado. Certamente o meu profundo desejo de reescrever tal manuscrito ajudou-me a sobreviver os rigores do campo em que eu estava".

Opinião

Portugal, 42. Índia, 40

O Relatório de Competitividade Mundial analisa cada ano cerca de 137 países com base nas respostas aos questionários feitos a um grupo de empresários de cada país; analisada a pontuação dada em cada um dos aspetos relevantes da competitividade os países são ordenados. Com o rigor que é possível, o ranking dá uma ideia aceitável e muito útil sobre o funcionamento da economia e das instituições do país e a sua capacidade de atrair investimentos. Começou a fazer-se no ano 2002.

Opinião

Índia no epicentro das grandes ideias

As medidas para modernizar as comunicações na Índia são geniais e merecem reflexão. Em 1995, havia cerca de 5,3 milhões de linhas de rede fixa, valor irrisório para a população de 900 milhões, pois o socialismo reinante considerava o telefone um luxo! Em 1995, liberalizaram-se as comunicações, até então nas mãos de duas empresas do Estado, atrasadas e inoperantes. Em 1999, abriu-se a telefonia móvel à participação privada, com generosidade na concessão de licenças: quatro por cada região metropolitana - Deli, Mumbai, Calcutá e Chennai - e quatro por cada um dos 18 distritos em que a Índia, não metropolitana, foi dividida. Os concorrentes tinham de satisfazer certos requisitos financeiros, pelo que o processo não só foi bom para o Estado arrecadar receitas mas também para dar largas às capacidades dos operadores.