EUA-Rússia

Jorge Costa Oliveira

"Eliminemos as armas nucleares antes que elas nos eliminem"

Sabemos há várias décadas que não há forma de a nossa civilização e a maior parte da vida no planeta sobreviver a uma guerra nuclear, ainda que limitada, e ao inverno nuclear dela decorrente. Durante a Guerra Fria, a dissuasão nuclear funcionou através do "equilíbrio do terror". Para tal ser possível, é necessário que todas as potências nucleares mantenham as suas armas sob controlo. Mas existe o risco de erros técnicos, acidentes e falsos alarmes poderem levar à utilização de armas nucleares; uma potência nuclear pode crer, incorretamente, estar a ser atacada: uma bomba nuclear que detona acidentalmente - ou mesmo apenas um falso alarme - pode desencadear uma retaliação nuclear porque vários países mantêm as suas armas nucleares em "lançamento sob aviso". Para que a dissuasão nuclear seja um equilíbrio, todas as partes têm de estar sempre em controlo. O que, no entanto, não sucede; houve várias situações em que se terá estado próximo do risco de utilização de armas nucleares. Existe ainda o risco de uma pessoa assaz irresponsável liderar um país que possui armas nucleares. Bem como o risco de terrorismo nuclear, no caso de uma organização terrorista adquirir tais armas. Além da possibilidade de hackers poderem assumir o controlo da cadeia de comando nuclear.