Entrevista de vida

Feytor Pinto

"Tenho pena que a Igreja não tenha falado o suficiente de sexualidade"

Garante que aos 5 anos já sabia que queria ser padre. Correu o país a pregar as conclusões do Concílio Vaticano II, a maior reflexão sobre a Igreja em dois mil anos de história e correu o planeta a falar sobre saúde, sexualidade, luta contra a droga e o papel da instituição no mundo. Falou para padres, bispos, médicos, famílias. Conheceu sete papas, trabalhou com quatro cardeais patriarcas. Uma conversa de duas horas e meia, para ler no domingo de Páscoa, sobre o papel da mulher na igreja e na sociedade, o Papa Francisco, a eutanásia, os abusos sexuais do clero e o tempo que não chega para tudo.

Sobrinho Simões

«Percebi que sou mortal quando tive a primeira neta»

Vem de uma família de médicos e tem duas caraterísticas que ressaltam a um primeiro olhar: a curiosidade e a sinceridade. Nasceu no Porto, Cedofeita, em 1947, e nesta cidade, onde vive, fez o percurso escolar, incluindo licenciatura e doutoramento em Medicina. Foi então para um pós-doc em Oslo. Sentia-se demasiado próximo dos doentes para poder fazer clínica, e daí a escolha da Patologia, influenciada por Daniel Serrão. Casado com a médica Maria Augusta Areias, têm três filhos e seis netos.