Entre as imagens

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O bem e o mal segundo Fritz Lang

Será um efeito de (de)formação profissional, mas sempre que revejo um filme tão admirável como Desejo Humano (1954), de Fritz Lang, não posso deixar de pensar no velho preconceito que tende a menosprezar o cinema rodado em imagens a preto e branco. Bem sabemos que as raízes de tal preconceito estão, em grande parte, no triunfo de um certo novo-riquismo cultural há várias décadas favorecido pelo advento da televisão a cores. Em todo o caso, como é possível que se tenha instalado como coisa "natural" a ignorância de uma boa metade (ou mais) da história do cinema?