Em nome do povo

Em nome do povo

O Estado gosta é de uma boa ramboia

Já se sabe que o Estado arrebanha grande parte da riqueza (na maioria dos casos pobreza, mas os economistas preferem a primeira expressão) produzida pelos seus cidadãos. O afã recoletor do Estado vai ao ponto de entrar na intimidade das pessoas, retirando-lhes meios de subsistência para uma vida sexual ativa. É como se "fazer o amor" desenfreadamente fosse apenas uma prerrogativa do Estado, ficando todos os demais confinados a uma prática mais serena e contida.

Em nome do povo

A jurisprudência não acha graça ao "maricas" do RAP

É "em nome do povo", ainda que a procuração da respetiva outorga de poderes permaneça em local desconhecido há anos, que os tribunais administram a justiça. E, ao contrário do que os jornais aparentam, não são os grandes casos que consomem o quotidiano dos juízes, procuradores, advogados, funcionários, computadores e impressoras. Pelo contrário: são os pequenos processos, aquelas coisas que, sinceramente, não interessam muito a não ser para as próprias partes, as chamadas bagatelas penais, que canibalizam os tribunais, fornecendo uma espécie de radiografia do chamado País real.