Eleições EUA

Viriato Soromenho Marques

Um aventureiro na Casa Branca

Em 11 de março de 1861, poucas semanas antes da avalanche de ferro e fogo da Guerra Civil ter sido desencadeada, os Estados esclavagistas sancionaram a sua separação em relação aos EUA através da adoção da Constituição dos Estados Confederados. Com a exceção da constitucionalização mais explícita da escravatura (mencionando diretamente os negro slaves), e da ênfase retórica na soberania dos Estados, face a um "governo federal" entendido como criatura dos primeiros, a verdade é que a maioria esmagadora do texto constitucional dos sulistas mantinha-se fiel à Constituição federal elaborada na Convenção de Filadélfia, em 1787.

João Pedro Henriques

A superioridade moral é muito bonita, mas...

Trump venceu. A demagogia, o populismo, o nacionalismo, o autoritarismo, a indiferença à ideia democrática, o racismo, a xenofobia, o sexismo, o homofobismo, o ódio à cultura, ao conhecimento e o anti-intelectualismo mais básico, o desprezo assumido pelo primado da lei, a valorização do darwinismo social como princípio condutor e inspirador na relação com o outro - tudo isso e muito mais está prestes a chegar à Casa Branca.

América, América...

Afinal já não vai haver deportações em massa

Nas presidenciais 2016, o site do The Huffington Post terá sido o mais incisivo dos jornais (em papel ou online) contra Donald Trump. Todos os artigos sobre o candidato republicano terminavam sempre com uma nota de rodapé dizendo que Donald Trump fazia "sistemáticas declarações racistas, misóginas e xenófobas". Ontem, o site decidiu retirar o aviso. Lembrando embora que aquelas acusações não deixaram de ser verdadeiras, o HP não queria fazer como o próprio Trump e parte dos republicanos fizeram com a administração Obama, não lhe reconhecendo legitimidade, ao arrepio da tradição americana. "Quer gostemos ou não - e para sermos sinceros, não gostamos - ele [Donald Trump] ganhou a eleição." E o aviso vai deixar de ser publicado.