Eça de Queiroz

Filme de João Botelho

'Os Maias' em versão para o séc. XXI

O que significa ler Os Maias, de Eça de Queiroz, em pleno séc. XXI? Mais do que isso: como é que, nos nossos dias, uma leitura de Os Maias pode dar origem a um objecto de cinema? O novo filme de João Botelho (estreia esta quinta-feira , em vinte salas de todo o país) pretende ser uma resposta exuberante a tais interrogações, começando por propor uma variação no subtítulo do próprio Eça: "Episódios da vida romântica" converteu-se em "Cenas da vida romântica".

O DIA EM QUE O DN CONTOU

Como o primeiro barco cruzou o Canal do Suez

Em meados de novembro de 1869, um jovem Eça de Queirós com ambições de ser jornalista assistiu à inauguração da ligação entre o Mediterrâneo e o mar Vermelho. Quando regressou a Lisboa foi desafiado pelo amigo Eduardo Coelho, fundador do DN, a publicar uma série de reportagens que saíram entre 18 e 21 de janeiro de 1870. Numa escrita deliciosa, com tanto humor como perspicácia, o futuro autor de Os Maias fala do Egito, de Lesseps e de Suez.