DN TV

Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa

"Há declarações com o propósito de furar o balão, antecipar crises"

Candidato ao segundo mandato como Presidente da República é a favor da alteração nos poderes do Ministério Público numa futura revisão da Constituição, mas não acredita que isso seja possível a tempo das eleições de dia 24. Defende a votação dos idosos sem saírem dos lares e está preocupado com o impacto no emprego de um confinamento rigoroso.

Entrevista a Elisa Ferreira

"Fraude nos fundos? A tolerância da Comissão Europeia é zero"

Otimista em relação aos efeitos da bazuca, diz que "já há aí bazuquinhas" a puxar pela economia. Antecipa o grande desafio para a presidência da UE e deixa recados à banca, TAP e Montijo. Quando olha para fora, vê "mais diálogo" com Biden, uma lição aprendida em relação à China e um Brexit que é "um absurdo", diz Elisa Ferreira, comissária da Coesão e Reformas.

Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

Tempos que marcam

Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

Tempos que marcam

Francisco Ferreira: "Este é e deve ser um tempo de oportunidade"

O presidente da associação ambientalista ZERO considera que devemos aproveitar este tempo de crise pandémica e as alterações que provocou no nosso dia-a-dia para criar uma nova forma de viver, mais próxima dos outros e mais sustentável. Para o professor universitário "a pandemia deu-nos uma ideia de uma emergência de saúde" que poderá estender-se por "um ou dois anos", mas a "emergência climática é muito, muito mais dramática".

Tempos que marcam

Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.

Tempos que marcam

Eugénio Campos. Quando o "convívio" é como uma jóia rara e preciosa na vida de todos.

Eugénio Campos viveu nos meses de estado de emergência momentos difíceis. Para o designer de jóias a paragem afetou todo o negócio à excepção da loja online. Foi um tempo de reflexão na vida e no futuro do negócio, mas também sobre a fragilidade da condição humana que - acredita - "não tem a força que achávamos que tinha antes da pandemia". Apesar disso, não deixou de criar uma jóia para ajudar quem estava na linha da frente do combate à pandemia. Desenhou uma jóia - "Arco Iris" - cuja margem de comercialização reverteu diretamente para a ala COVID do Hospital de São João. E nos dias de confinamento, foi no Spotify e no Netflix que o criador de jóias encontrou um escape para lidar com a incerteza que estes tempos trouxeram a todos nós.