Divórcios

família

"Eras capaz de ver o teu filho só de 15 em 15 dias? A resposta é não"

Às vezes, em consultório, quando os pais lhe perguntam «Como acha que o meu filho vai reagir?» referindo-se, quer ao divórcio, quer aos regimes de residência e visitas, a psicóloga Catarina Ribeiro responde: «Isso só daqui a 30 anos é que vamos mesmo saber.» Foi o que fizemos: fomos ouvir três mulheres, Sara Oliveira, Alexandra Mendonça e Maria Portugal, que, em criança, passaram pelo divórcio dos pais e por regimes de guarda, visitas e residência escolhidos e geridos pelos adultos. E que contam, na primeira pessoa, que marcas ficaram, o que recordam, como mudou isso as suas vidas e aquilo em que acreditam. Ouvimos ainda especialistas sobre a presunção jurídica da residência alternada, uma solução que ganha cada vez mais força.

25 anos de Portugal europeu

Famílias tardias e pequenas mas com entreajuda

A estrutura familiar em Portugal mudou muito desde a entrada na Comunidade Europeia. Casamo-nos menos, mais tarde e adiamos a paternidade como os parceiros comunitários. Mas temos mais divórcios, mais nascimentos fora do casamento e, sobretudo, menos filhos, o que também contribui para a diminuição dos agregados familiares. Mantemos os filhos em casa até tarde, uma característica do Sul da Europa. E, apesar do número de pessoas sós ter aumentado, estamos longe da média. Os familiares apoiam-se.