dívidas

Joana Petiz

Um país debaixo de água

Mais de seis milhões de euros a mais por dia. É esta a dimensão do monstro do endividamento das famílias portuguesas desde que chegou a pandemia. Não é só crédito novo, boa parte deste valor global - que engorda as dívidas dos portugueses para um bolo que só há quatro anos teve dimensão semelhante - chega à boleia das moratórias, que adiam pagamentos para depois de setembro. Mas a questão é precisamente essa: quando o prazo das moratórias terminar, as prestações têm de voltar a ser pagas. As do momento, acrescidas do que ficou para trás - que em muitos casos engloba juros e capital emprestado. E cuja fatura vai chegar, em muitos casos, a famílias que perderam rendimentos ou ficaram mesmo sem o emprego.