crescimento económico

Leonídio Paulo Ferreira

Um Ano do Coelho de grandes desafios

Os chineses celebram já no domingo, dia 22, a chegada do Ano do Coelho, animal associado à longevidade, à paz e à prosperidade, pelo que a expectativa é de que os próximos 12 meses sejam de esperança. Serão também tempos de desafios, pois há novidades recentes preocupantes, como um crescimento económico de apenas 3% em 2022, o que, se ignorarmos o primeiro ano da pandemia de covid-19, é o pior resultado da China desde que, no final da década de 1970, Deng Xiaoping assumiu a liderança e, sem ostensivamente questionar o legado de Mao Tsé-tung, lançou uma série de reformas económicas que transformaram o país e o mundo.

Manuel Caldeira Cabral

Previsões da Comissão: Portugal vai crescer mais do que 10 dos 11 países de leste

As previsões da Comissão de Europeia de outono trouxeram a ideia de que a Roménia poderá ultrapassar o PIB per capita português em 2024 para o centro do debate nacional. No entanto, quando se olha para as mesmas previsões, está lá escondida outra notícia: pela primeira vez em muitos anos, Portugal deverá ter um período de três anos em que cresce mais do que a média dos países de leste.

Javier Solana

A China assume o protagonismo

Quando Deng Xiaoping chegou ao poder em 1978, após a morte de Mao Tsé-tung, delineou uma nova estratégia nacional que enfatizava o gradualismo, a flexibilidade ideológica e a discrição. Deng resumiu a sua doutrina com o ditado: "Esconda a sua força e espere o seu tempo". Nas décadas que se seguiram, essa abordagem sustentou a transformação da China numa potência económica, com os sucessores de Deng focados no crescimento e mantendo um baixo perfil internacional. Mas está claro que uma política externa discreta não faz parte do plano do presidente chinês Xi Jinping de concretizar "o grande rejuvenescimento da nação chinesa".