Carlos Moedas

Opinião

"Serão os europeus a escolher o seu futuro"

Foi assinado há 60 anos, em Roma, o Tratado da Comunidade Económica Europeia. A União Europeia era, nessa altura, muito diferente do que é hoje: uma CEE que contava com seis Estados membros. Na primeira reunião do Conselho estavam à volta da mesa seis ministros. Se estes seis ministros estivessem ainda hoje entre nós, ficariam com certeza impressionados com o resultado daquela primeira reunião. Em seis décadas, a CEE de seis países transformou-se numa União Europeia de 28 Estados membros, que uniu a Europa após queda da cortina de ferro, estabeleceu um mercado interno com uma moeda única, e constitui um projeto único de paz e de prosperidade. A Europa é, hoje, um lugar muito melhor do que era há 60 anos, porque foi capaz de adaptar-se aos novos desafios e novas realidades. Adaptou-se quando passou a eleger os deputados europeus por sufrágio direto e universal; adaptou-se com a reunificação da Alemanha e o alargamento a treze novos Estados membros, a maior parte dos quais do antigo bloco de Leste; adaptou-se quando aprovou o Tratado de Lisboa para ajustar as instituições ao tempo em que vivemos.