Bruno Bobone

Lado B

Bruno Bobone. O lado artístico do executivo

Tem obra feita e algumas exposições no currículo. A pintura é o lado B de Bruno Bobone. Serve-lhe como "escape ao seu lado profissional muito executivo", diz ao DN o presidente do Grupo Pinto Basto e também da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. A pintura surgiu aos 40 anos. "Nessa altura decidi começar a pintar. Nunca o tinha feito antes." Acrescenta um detalhe curioso do seu início artístico. "Recebi no correio a oferta de um estojo para começar a pintar e comprei-o. Achei que era a altura de me lançar." Desde logo percebeu que a intensa vida profissional não lhe deixava tempo para ingressar numa escola de pintura. Assim, juntou-se a outros pintores para aprender e evoluir. Os seus quadros têm uma temática quase dominante: as pessoas. "É o que me fascina", explica. "Às vezes consigo pintar umas paisagens, mas nada é tão entusiasmante como as pessoas, que são a grande obra de Deus." E detalha que, quando se pinta uma pessoa, que tem sentimentos, emoções, preocupações, "não se pinta só o que vemos mas também o que acreditamos ver". Prático e sem rodeios, o também presidente mundial dos empresários cristãos explica que é muito rápido na tomada de decisões para os seus quadros. "Sou focado, decidido e arrisco, e se sair errado, volto a fazer, no fundo é isso também que é a vida de um empresário, o que também tem que ver com a vida de um empresário. A minha ambição é, sobretudo, pintar o melhor possível." Um pintor preferido? "É muito difícil. Tenho muita dificuldade em escolher um pintor, mas o Lucien Freud marcou-me muito. Mas talvez o Caravaggio seja, para mim, o grande nome da pintura.E gosto muito do Churchill que me encanta em muitas áreas , incluindo a pintura. Revejo-me muito na sua maneira de viver."