augusto santos silva

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Conhecer para nunca esquecer

Há um ano, o Papa Francisco invocou este dia como o Dia da Consciência, colocando-o e a nós todos sob a inspiração do diplomata português Aristides de Sousa Mendes. Em 17 de junho de 1940, o então cônsul em Bordéus começou a atribuir maciça e indiscriminadamente vistos a pessoas que fugiam da ocupação nazi de França. Fê-lo em manifesta violação das ordens recebidas de Salazar, e por isso haveria de ser demitido e perseguido. Mas entendeu que devia obediência à sua própria consciência - e o que a sua consciência lhe ditava era contribuir para o salvamento do maior número possível de vidas humanas. Por isso tem toda a razão o Papa Francisco para considerar o dia 17 de junho como Dia da Consciência e escolher Aristides como seu patrono.

augusto santos silva

Um mês de diálogo euro-africano sobre crescimento e transição

Hoje, a embaixada de Portugal no Senegal acolhe, a partir de Dacar, a primeira das 25 conferências a que chamámos Green Talks e que, ao longo do próximo mês, prepararão, em várias cidades africanas e europeias, o Fórum de Alto Nível União Europeia-África sobre Investimento Verde. Este fórum terá lugar em Lisboa, no dia 23 de abril, em formato híbrido, combinando uma componente presencial e outra digital. É promovido pela presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e pelo Banco Europeu de Investimento. Será um dos momentos mais importantes da nossa presidência, em que participarão ministros de países dos dois continentes, comissários da Comissão Europeia e da Comissão da União Africana, líderes empresariais e de organizações da sociedade civil.

Opinião

Prioridades para as pessoas

O propósito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (PPUE), que se inicia a 1 de janeiro, está bem expresso no lema "Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital". A PPUE prosseguirá, assim, três grandes prioridades: favorecer a recuperação económica e a transição verde e digital; fortalecer a dimensão social da construção europeia; reforçar a autonomia de uma Europa aberta ao mundo. E decliná-las-á em cinco linhas de ação: a Europa resiliente (na economia e nas instituições democráticas), a Europa verde, a Europa digital e a Europa global.