Área Metropolitana de Lisboa

"A oferta de transportes poderá ser de 130%. Será gerida de acordo com as necessidades"

Carlos Humberto, primeiro-secretário AML

"Oferta de transportes poderá ser de 130%, consoante as necessidades"

Os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa estarão a funcionar em pleno em setembro? E não constituirão um risco para a saúde pública, como se sugeriu em junho e julho? Que impacto teve a pandemia no passe Navegante e nas transformações que estão previstas para o setor nesta região? Carlos Humberto, primeiro-secretário da AML, responde a estas e outras perguntas e diz que " vamos ter aqui uma espécie de geometria variável".

COVID-19

Surtos Grande Lisboa. Hospitais dão resposta, mas estão "preocupados"

Em 15 dias, a região de Lisboa e Vale do Tejo tornou-se o foco mais preocupante da pandemia. As taxas diárias relativas ao número de novos casos de infeção estiveram quase sempre acima dos 90%. Os hospitais da região dizem ter capacidade de resposta, mas deixam um alerta: é preocupante. Tanto mais que as unidades começam a voltar ao funcionamento normal com mais urgências, cirurgias e doentes não covid-19. No hospital Amadora-Sintra e no de Loures, a situação complicou-se.

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Primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa

Carlos Humberto: "Era preciso uma medida disruptiva que trouxesse mais gente ao transporte coletivo"

O novo passe Navegante abriu aos cidadãos da Área Metropolitana de Lisboa a porta de todos os transportes públicos, revolucionando o sistema de utilização dos mesmos. A medida é aplaudida por todos, mas os operadores não estavam preparados para a revolução e agudizaram-se problemas antigos: sobrelotação, tempos de espera, supressão de serviços, degradação de equipamentos.

Transportes públicos em Lisboa

Cheios, atrasados e velhos. O que o Navegante veio mostrar

No Campo Grande, ao fim da tarde, as filas encaracolam para os autocarros que seguem para Mafra, Ericeira ou Venda do Pinheiro. Em Sete Rios, os passageiros da linha de Sintra já esgotaram a compreensão para os incómodos causados e os que seguem para a Margem Sul queixam-se da sensação sardinha em lata, às horas de ponta. Em seis meses, o passe Navegante trouxe mais 150 mil utentes aos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa. E isso foi bom. Mas também foi mau.